segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Sobre Larissa, a quarta amiga!

     Nosso curta metragem Larissa, a quarta amiga está online! Filmado durante uma madrugada e produzido em alguns poucos dias, o curta foi premiado em 1º lugar na categoria Trash e Júri Popular durante a Mostra de Audiosiual de Dourados - MAD2019.



      Na história 3 adolescentes em busca de novas experiências se encontram para fumar um cigarro de cannabis, enquanto uma lenda ronda a internet sobre uma menina chamada Larissa que morreu ao ser abandonada por outras 3 amigas entorpecidas de maconha e, agora, Larissa se manifesta sempre que 3 amigas se juntam para fumar! 

       O argumento para o filme surgiu da idéia de Guilherme de Moraes, sobre um monstro da "larica" (gíria usada para fome) que atacaria as pessoas que consomem a cannabis. O desenvolvimento do roteiro foi construído em referencias ao uso dos filmes e propagandas da guerra as drogas, como o filme de 1936 A loucura de Maryjuana.

         

domingo, 8 de dezembro de 2019

Fim de domingo na beira da piscina!


OCUPA TUDO!

     Abandonado e rifado pelo poder público às emprenteiras da capital, o Centro de Belas Artes, ou  antiga futura rodoviária, foi palco pra ocupação das pinturas, videos e performances realizadas para a Bienal do Fim do Mundo, evento artístico promovido pelos acadêmicos do curso de Artes Visuais da UFMS.
 
   Proposta como finalização de semestre dos cursos ministrados pela professora Patrícia Osses a  Bienal apresentou ilustrações, zines, intervenções, grafitti, lambes, em vários formatos e tamanhos, video arte aconteciam num grande salão, projeções nas paredes começaram ao entardecer enquanto, em vários momentos, performances solo, de duplas e em grupo aconteciam pelos salões.

    Quem se aventurava pelos corredores e salas vazias podia topar com algumas intervenções nas paredes, sem saber se fora feito para Bienal ou não.
     
Confira :














quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Amor de que

    Pabllo Vittar lançou um novo clipe da música Amor de Que? colocando todo sua colorida e extrovertida energia. O clipe mostra a cantora entre seus amores enquanto percorre um dia na vida de quenga da personagem criada pra nova música. Tomando a linguagem característica presente nos clipes audiovisuais: cortes rápidos, sequências movimentadas, transições acompanahndo a música, a equipe da cantora apresenta um clipe pra Diva nenhuma botar defeito!

     O cenário colorido traz elementos das cidades brasileiras do interior e ribeirinhas, a casa de madeira, as redes espalhadas pelos comodos, enquanto a cantora danças com seus vários modelos sensualizando no quarto ou entre as roupas estendidas no varal, remetendo a tropicália de Helio Oiticica. 
Pabllo Vittar e sua equipe apresentam um clipe colorido com uma cara de clipe pop internacional com requintes  de obra de arte brasileira.

Segue o clipe:

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Praticar a empatia


L'Exécution de la Punition de Fouet by Jean-Baptiste Debret



O nascimento dos direitos humanos segundo o livro de Lynn Hunt, aparece como uma série de consequencias de fatos historicos, e um deles foi o desenvolvimento no que hoje tomou o nome  de empatia. Empatia  seria o ato de se colocar no lugar do outro, compadecendo de sua dor. A autora apresenta o surgimento da empatia a partir da proliferação dos romances em primeira pessoa, na forma de cartas, onde o leitor viveria aquilo que o protagonista viveu, e também por suas protagonistas mulheres. Naquele período do mundo ocidental europeu ainda não existia a palavra empatia, e esse sentimento era tomado por "paixoes". Esses romances eram capazes de despertar as paixões.

Esse ano a perseguição as minorias sociais, pessoas em situação de vulnerabilidade economicas e ou psicologicas, pessoas perseguidas com origem, cor, sexo e/ou sexualidade ou isso tudo em conjunto, aumentou grandemente no brasil, visto que a politica de governo eleita promove-a constantemente, por exemplo a exaltação e promoção, pelo atual ministro da educação, do ataque aos estudantes secundaritas em agosto. Tais ataques e perseguições são justificados como consequencias dos atos daqueles estudantes, o ato de resguardar o que lhes é direito por lei (garantia de acesso a educação publica), tidos como bardeneiros e vagabundos.  E como bardeneiros e vagabundo devem ser tratados, segundo o governo?

Como devem ser tratado todos aqueles que despertam o ódio das classes abastadas do país?  Anos atrás  uma jornalista ancora de uma concessão publica de tv batia palmas ao tratamento dado a um desses vagabundos, no caso um adolescente amarrado a um poste humilhado pela população. A pele do adolescente e a imagem remetia ao passado e ao presente escravocrata do país. Ao contrario de gerar empatia, o ódio, a violência e a vingança era justificada pela acusação de culpa, ele tinha roubado, merecia.

Novamente essa semana a mesma justificativa aparece quando  9 jovens foram assassinados em uma operação da policia militar do Rio de Janeiro, imagens de videos  mostram a policia encurralando pessoas e batendo em algumas enquanto riem. A pericia dos corpos mostram que não houve pisoteamento como alegado e um pedido de atendimento do Samu foi negado pela policia. E mesmo assim o que se vê é a justificativa da classe média "abastada" de que eles mereciam por que estavam em baile funk e, logo, usuário e traficantes de drogas.

Ao contrário dos romances europeus do seculo XVII as imagens nas midias não são de autoria de uma pessoa imaginativa mas são pegas da realidade do presente. Diferente da perspectiva de adentrar a história como a própria pessoa a viver aquilo, as imagens capitadas  que denunciam a barbarie  e a tortura sobre aqueles corpos soa apenas como resgate da vida reatrata na obra de Debret, uma releitura  de extrema indignação merecedora de todo repúdio, para uns tantos outros um deleite de sua perspectiva de justiça: a tortura e a morte.



segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Curupira -


Don't Call her Peppa

Você ja ouviu falar da peppa? Peppa pig? Se você foi uma criança nos anos 00 e, ou, responsável por uma com certeza  jah! Peppa é a personagem  de um desenho animado infantil junto ao seu irmão George e seu papai e mamãe Pig foram e são babás eletrônicas na luta diária de criação de uma criança e, pelo bem ou pelo mal, uma mão na roda para papais e mamães.

Suas historias são curtas, coloridas, cheias de formas simples e bem objetivas, onde Peppa aprende a se relacionar com o mundo, com sua sociedade, seus colegas de escola, seu irmão mais novo e seus pais, sendo uma criança em crescimento ela e sua família aprendem um com o outro enquanto um narrador ajuda o telespectador a entender seus pensamentos e ações. Peppa já sofreu várias  críticas por seu comportamento um tanto egoísta, entretanto em vários de seus episódios Peppa aprende com ele e modifica-o, ela reconhece e aprende com seus erros.

Será que essa porquinha merece ter sua imagem relacionada a gente mentirosa?