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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Que prazer esse Heitor!

A missão era postar um artista brasileiro que representasse o Brasil em suas telas e o prazer  foi aumentando ao longo da descoberta que é Heitor dos Prazeres. Desde cedo influenciado pela artes das religiões e ritmos africanos, transcreveu a vida no Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XX e suas vivências para quadros simples e multicoloridos que começara a pintar depois da morte da esposa.

Nunca aprendera a ler e escrever, diz ele no vídeo de 1965, e que o lhe chamava a atenção eram as figuras, pintar aquelas figuras. Sempre muito orgulhoso do lugar onde crescera como demonstra em seus quadros, Samba no Terreiro, Morro, Favela, A prainha, No morro, Na roça, etc. Como os nomes e os próprios quadros entrega existe nele uma paixão pela música e pelo samba, sendo desde pequeno incentivado pelo tio que dera seu primeiro cavaco, e influenciada pela sua familia em reuniões realizadas na casa das tias Ciata e Esther aumentando ainda mais sua paixão pela Pequena Africa, nome dado a Praça 11.





Antes das pinturas sua carreira como sambista e compositor lhe dera alguns rendimentos e causos como a briga por autorias de músicas e parcerias como Noel Rosa. Pierrot Apaixonado, resultado de uma aventura de Noel, não só se tornou música como também pintura nas mão de Heitor.
Assista o curta e entre um pouco no atelie desse grande artista brasileiro!

Imagens retiradas dos sites:

http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa10428/heitor-dos-prazeres
https://blog.grafittiartes.com.br/da-praca-onze-para-o-mundo-conheca-historia-de-heitor-dos-prazeres/
http://portacurtas.org.br/filme/?name=heitor_dos_prazeres

terça-feira, 10 de outubro de 2017

COR: sob o prisma da ciência!

         Em 1666 Sir Isaac Newton apresenta a sociedade seus estudos sobre cor  a partir de experiências com prismas, apresentando os primeiros conceitos no que hoje são conhecidos como cor luz.

            Em suas experiência ele isolava um raio solar através de um pequeno buraco na parede e, dentro deste quarto, sob o fio de luz um prisma era colocado e, através da refração, então, a luz era dividida em várias cores.


Newton elaborou alguns outros conceitos a partir de sua visão empiricista, ou seja, científica: observação de fatos e repetição. Por outro lado, outro cientista com um outro olhar mais poético sobre as cores também escreve sobre a relação. Doutrina das Cores apresenta os pensamentos de Johann Wolfgang von Goethe, contradizendo Newton, no quesito da divisão de cores, para este a luz era indivisivel.





              No fim das contas os dois estudos contribuíram à sua maneira para a construção da teoria das cores;

          Newton discorre sobre o que atualmente conhecemos como Cor-luz, os raios de luz e suas diviões, suas cores espectrais, explicadas pela síntese aditiva, ou seja, a soma das cores primárias ( R-red- vermelho; G-green-verder; B-blue-azul) resulta na cor branca, soma de todas as cores. 

            Enquanto Goethe estuda a relação de cor-pigmento, numa relação subtrativa, ou seja, retira a cor para chegar no branco. Assim as cores primárias consideradas é o Vermelho ( ou Magenta), Amarelo e Azul( ou Ciano), sendo o bracno ausência de cor (subtrativa, retira a cor) e o preto resultado da combustão (carvão).



Livro - Introdução a teoria da cor
Luciana Martha Silveira

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Sente essa cor!

O que você sabe sobre cor? Cor é realmente o que a gente vê? é aquilo que tocamos? é uma ilusão criada pela nossa mente? 
Respostas para essas perguntas são criadas há tempos, e um dos primeiros registros sobre cor apareceu há mais de 2.000 anos. Na renascença, o italiano Leonardo da Vinci também tentou responder essas perguntas.  Nesta semana me acompanhe pelas experiências e resumos do livro introdução a teoria da cor de Luciana Martha Silveira.


Hoje compreende-se 3 aspectos no entendimento de cor, sua construção física (a luz é rebatida pelo objeto), fisiológico ( a cor vermelha que identificamos no objeto) e simbólico (cultural ex: vermelho = perigo). Também podemos dizer que existem cores primárias, secundárias, que apresentam saturação, brilho, constrastes, tonalidade, etc. Mas por hora vamos explorar o conceito elaborado por Leonardo sobre o azul e a perspectiva.

Leonardo ao escrever sobre teoria de cor apresenta como cores primárias, ou seja, cores que não podem ser feitas de outras, o branco vermelho, verde, azul e preto e, contrariando os escritos gregos, diz que os olhos não emitem raios. Seus estudos, além de circular nos atelies de sua época, também serviu de base para outros estudos posteriores e ainda se mantém como uma boa base de referências e estudos.


Uma de suas teorias é a de que o ar é azul e quanto mais ar entre as figuras mais azul será. Ele quer dizer que quanto mais distante do observador mais azul fica. Para exemplificar podemos observar a obra A virgem e o Menino



Para compreender melhor o efeito do azul na perspectiva segue a proposta apresentada pelo livro: criar camadas de cores em aquarela indo do vermelho ao azul.


                                          a proposta do livro da maneira original e variações!

Amanhã seguimos com o livro e a introdução às teorias mais elaboradas que irão surgir ao longo da historia.







quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Para Compreender A Arte - Vida e obra de Frida Kahlo

Depois de passarmos rapidamente pelos contextos da linha do tempo da história da arte, pensarmos no prazer das esculturas de Bernini e indagarmos sobre novas linguagens possiveis na arte, hoje vamos adentrar numa das vidas mais conturbadas do século XX: FRIDA KAHLO!

A mexicana imortalizada e amada por diversos setores da arte e elevada a símbolo de empoderamento feminino teve uma vida marcada por tragédias, lutas e romances conturbados. Toda esse dramalhão não poderia deixar de refletir em suas pinturas: praticamente auto-retratos surrealista! "Não me vejo surrealista, apenas pinto a minha realidade!", diria ela sobre tal comparação.

O documentário direcionado para tv narra a vida da artista desde do nascimento na casa azul, passando pela adolescencia, o acidente que a deixa de cama por meses, seu relacionamento de praticamente quase toda vida com Diego Rivera, sua ascensão para o mundo e seus ultimos dias na casa Azul. O filme tem um tom bem documental e biográfico entretanto com um tom sensivel e forte como a personagem pede. Dublado.






e para saber mais sobre arte siga o canal COMPACTY:





quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Mistérios Modernistas


    Escrever sobre arte ou sobre artistas e suas obras é sempre um desafio. Por vezes é feito sobre grandes dilemas, entre gosto pessoal, material, suporte, linguagem, valor etc. numa série de pressupostos definindo por um conjunto de regras estéticas o que naquele momento se entende como arte.  Em filmes que abordam o tema e lançam olhares sobre esses dilemas, podemos observar maneiras que a linguagem cinematográfica aborda e fazem um diálogo entre arte, artista e suas obras. Em Mistério de Picasso de 1955 e Pollock de 2001, 
dirigido respectivamente por Henri Georges Clozout e Ed Harris, o tema aparece nos artistas e suas pinturas através imagem cinematográfica, e desdobra-se num dialogo entre os artistas retratados, obras e o olhar de cada diretor num documentário-ficcional ou uma ficção-documentada e já em A Dama Dourada de 2015, Simon Curtis utiliza o cinema para contar a historia de como uma das mais conhecidas obras de Gustav Klimt atravessou o atlântico. 

    Picasso o pintor modernista, através da direção de Henri Clozout, coloca a tela em branco em que pinta, como a tela do cinema, e suas pinceladas  vão tomando conta do quadro até a finalização da pintura. Várias pinturas são feitas na tela, Picasso parece fazer um speed painting prevendo já os atuais tutoriais de pintura ou desenho em velocidade acelerada, enquanto uma música clássica acompanha, ganhando dramaticidade, as pinceladas do artista sobre o quadro branco. Entretanto nem Clozout e nem Picasso pretendem fazer do filme um tutorial de pintura,  e sim investigar o processo do artista! Essa associação é apresentada já no começo do filme com Clozout falando sobre a apreciação de uma obra de arte, seja, por exemplo, a música de Mozart ou a pintura de Rembrant, e o desconhecimento, de um possível fruidor da obra, do processo que passa o artista durante a pesquisa e produção de sua obra enquanto abre-se uma luz sobre a figura do pintor evocando, na silhueta formada,  "O pensador" de Rodin. Acompanhamos Picasso em direção à mesa de desenho, enquanto acende um cigarro, e a câmera nos apresenta seu atelie em preto e branco, modificado,  banhado pela luz escolhida pelo diretor e seu fotografo- no caso um Renoir* - construindo um ambiente de mistério em torno da aura do artista gênio. Clozout, ao adentrar o processo de Picasso evocando obras consideradas clássicas constrói a imagem de obra-prima sobre Picasso, deixando que as pinceladas corram sobre a tela num momento de apreciação e troca. O trabalho em conjunto leva a  uma discussão sobre a narrativa feita por Picasso nos últimos quadros pintados, que diz "você pediu emoção, eu dei emoção", assina seu nome em um quadro e posiciona-se  embaixo do feixe de luz que invade  milimetricamente posicionado para colocar o artista de volta em sua aura misteriosa.

     Ed Harris por sua vez apresenta o processo de Jackson Pollock através de uma narrativa clássica, com composições coloridas, aúdio acompanhando as reviravoltas gráficas e pontos chaves,  mostrando o auge da carreira do "maior pintor modernista da América" e sua conturbada vida familiar e profissional.   A história do filme se passa no entre guerras e Ed Harris dirige e atua como Pollock experimentando dessa forma três processos, além da direção e atuação, entender e tentar mostrar indagações do artista retratado recriando a experiencia vivenciada por Pollock. O pintor que foi aclamado pela crítica com seu action-painting, tinha como referência a pintura modernista especialmente abstrata e  o surrealismo, tendo contato com Max Ernst e um relacionamento conturbado, devido, principalmente, ao seu alcoolismo, com Lee Krasner, torna-se um marco para o expressionismo abstrato. Picasso já era considerado um gênio da pintura, enquanto Pollock via nele uma inspiração e uma certo sentimento de competição demonstrada em algumas falas, quando Pollock está bêbado com um amigo e ele mesmo se compara à Picasso colocando-se como o próximo "maior pintor modernista" e outra quando Pollock já é reconhecido pela critica e lê no jornal a comparação que fazem com Picasso. Harris usa a composição dos planos, seguindo as entrevistas de Pollock, e coloca a personagem pintando em enquadramentos aéreos e sob seus pés que ao fazer as telas e pretende estar dentro dos quadros, assim como Clouzot e Picasso, e diz sentir-se como parte daquilo quando os faz, assim como o próprio Harris .

     Já o filme dirigido por Simon Curtis e produzido pela BBC films (o que me fez lembrar de documentários da BBC em alguns enquadramentos de flashback ) apresenta a história de uma sobrevivente do holocausto judeu e sua busca pela recuperação da memória de sua família, através de pinturas entre elas a obra que Gustav Klimt pintou de sua tia Adele: A Dama Dourada como é conhecida  em todo o mundo e faz parte da época dourada de Gustav Klimt. A perda de identidade da obra, enquanto lembrança familiar e tornando-se a identidade de toda uma nação é permeada por lembranças da fuga de Maria Altmam da Austria e  sua chegada aos EUA. Simon tem um elenco selecionado a dedo, fazendo uma comparação com Klimt , atores do alto escalão de hollywood como Hellen Mirren, Ryan Reynolds, Max Irons, Katy Holmes dentre outros rostos conhecidos e falas de personagem femininas sobre o papel da mulher, ou mesmo o papel ativo de Altman enquanto fogem da Áustria, fazem o papel do ouro usado por Klimt e a presença da figura feminina em suas telas. No filme algumas obras de Klimt fazem parte do testamento deixado para Altmam e acabam por ser o estopim para as lembranças do nazi-fascismo e  suas consequências e então questionando o  método com o que a galeria conseguiu ser detentora das obras, advinda de maneiras suspeitas pelas mãos dos nazistas, Altmam e seu advogado  enfrentam o estado austríaco pelo direito do quadro. Klimt já estava nas graças de famílias ricas que o contratavam para fazer retratos em 1907, e pinta o Retrato de Adele Bloch Bauer I  que acaba virando um ícone para a identidade Austríaca na atualidade, sendo como uma "Monalisa". Simon parece escolher seguir a risca os valores tradicionais da personagem de Hellen dando o valor sentimental e histórico da obra com luz e cenários sóbrios, muito bem colocados tecnicamente, com uma relação em especial a cor dos momentos entre passado e presente de Altmam, ficando mais brilhante e viva no decorrer do presente e  adquirindo mais cinza nas  memórias do passado. Curtis apresenta o decorrer histórico de uma obra. 

      Nos dois primeiros filmes fica em evidencia a relação arte e artista enquanto no terceiro obra e artista interferem por ser a peça chave no conflito apresentado. Com um documentário Clouzot monta uma fotografia e manipula o olhar de forma a criar uma aura de fantasia em torno do gênio Picasso e sua obra. Ed Harris constrói planos baseados nas falas de Pollock sobre sua pintura de ação propondo uma percepção visual por meio de imagens intercaladas, enquadramentos subjetivos e videos gráficos musicais. Curtis propõe sua narrativa através da luz e cenários compondo um resgate histórico do ambiente  cultural onde foram feitas algumas das últimas obras de Klimt. Os três filmes conseguem, de certa forma, captar alguma faceta dos artistas modernistas com o qual dialogam, na procura sobre o processo da obra, na recomposição das obras, ou no valor adquirido pela obra no decorrer do tempo.


* neto do pintor Jean Auguste Renoir

Texto por Thiago Moraes.


livros indicados:
Após o fim da Arte - Arthur Danto
Técnicas e edição para cinema e video - Dancyger

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Mostras abertas

 
Conferi na última semana mais uma exposição do Territótio Ocupado, projeto do núcleo de Artes Visuais da FCMS. Para mostra "Comitiva da Cor" que pretende relembrar a divisão do estado foram selecionadas obras das artistas plásticas sul-matogrossenses Áurea Katsuren, Lidia Baís, Wega Nery, Terezinha Neder, Nelly Martins, Ignês Correa e Vânia Pereira. Vá ao memorial conferir! 
 
 
 
 
 





 
 
 A exposição permanece aberta ao público até 17 de novembro de segunda a sexta, das 7h30 às 17h30. A entrada é franca. Memorial da Cultura e Cidadania, que fica na Avenida Fernando Correa da Costa, 559, no Centro de Campo Grande. Info do site da FCMS



O Salão de Artes 2012 do MS também está aberto até o dia 23 de fevereiro. MARCO, das 12 as 18h.


Thiago Moraes
NAJON

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Diva da UFMS premiada duas vezes!

aviso: esse post não foi revisado




Priscilla Paula Pessoa uma das selecionadas para o Salão de Artes de Mato Grosso do Sul tem dois motivos para comemorar. Um deles é a premiação dentro do Salão de Artes do MS 2012. O outro, muito mais aguardado, é a chegada do primogênito Raul que nasceu um dia depois desta entrevista! Artista plástica e professora mestra do curso de Artes Visuais da UFMS, considerada no meio discente uma das divas da Universidade, falou sobre carreira artística, acadêmia, portfólios, exposições, arte-contemporânea, produção de obras-de-arte dentro do estado e trabalhar com arte. 
 

De onde veio a vocação para uma carreira artística e a decisão como profissão?


Ter feito curso de artes visuais foi fundamental para entender a Arte como profissão. Quando resolvi fazer o curso era para ser um complemento para minha formação. Fiz ao mesmo tempo faculdade de Direito e Artes Visuais, minha ideia era ter uma profissão na área de Direito ou advogar focando em algum concurso. Artes eu já era apaixonada porém não conseguia ver arte e profissão em conjunto. Tinha uma visão muito de artista vendendo seu trabalho numa feira da 15 de novembro. A figura do retratista. Uma coisa dificil de se ganhar dinheiro. Cursei as duas faculdades em paralelo fazendo as matérias que gostava mais: História da Arte e Desenho, tanto que no primeiro ano não fiz todas as matérias. No entanto percebi que o Direito não tinha nada a ver comigo. Seria uma pessoa absurdamente frustada e infeliz enquanto Artes, apesar de não ser uma carreira fácil, detinha muitas possibilidades. Não era tão filosófico quanto pensava. Terminei os dois optando por trabalhar com artes. Formei em bacharel querendo ser Artista: trabalhar só para produção mas por muitos anos desenvolvi coisas paralelas. No meu caso ficava quase como Mr. Jack e Mr. Hide: um tem que sustentar o outro.

Me formei em 99 com minha primeira exposição neste mesmo ano, um pouco antes da formatura. O que foi bem legal por que foi uma tomada de consciência do que era uma exposição, do que é colocar o seu trabalho a mostra, seus erros e acertos. E a partir daquele ano me prôpus a fazer uma produção de arte por ano, ou pelo menos de dois em dois anos, na maioria das vezes de tendência mais contemporânea. Sem compromisso comercial. Essa é a carreira que considero como artista contemporânea. São obras que exponho, mando para salões, concursos e programas.

Em paralelo fiz várias coisas: trabalhos em parceria com um arquiteto-decorador, encomendas, ilustração, etc. Trabalhos que fui eliminando a medida que eu consegui conciliar a carreira de professora com a de artista. Hoje sou uma professora e artista.



Se descobrir como artista e conseguir sobreviver de arte/mercado?


Acho que tudo é produção artística. Cada vez mais deixo de ver barreiras que já vi entre as duas coisas. A única separação que fazia era que tinha uma produção comercial por demanda e outra livre voltada para o circuito de artes indenpendente de ser vendida ou não. Às vezes era, às vezes não. As encomendas eram livros que ilustrava, trabalhava em parceria alguns arquitetos. Já participei de CASACOR, fiz pintura de parede em muita casa. Muita coisa por que a profissão de artista tem essa peculiaridade: não é um emprego. Pelo menos, no começo, é dificil algum artista que não tem que ter algum subsidio paralelo. Logo que sai da faculdade tive ajuda da minha mãe com um espaço. Ela me ajudou por que o espaço era dela; pagava só o condomínio me livrando do aluguel. Dava aulas para crianças e tinha até um computador, não muito comum na época, que usava pra ilustração além da minha produção. Por quê é utópico achar que alguém irá te descobrir, que você se inscreve nos concursos e todos os lugares vão te aceitar, até por que o trabalho não deve nem estar perto de algo maduro. Não tem vivência, coerência, comparação, experiência e tudo isso faz com que você olhe um trabalho meu, ou de qualquer artista, com uns dez anos de carreira hoje, e olhe o trabalho de uns 10 anos atrás, percebe o refinamento dele. Já tive algo que não é exatamente uma vergonha mas trabalhando em separado: “isso eu faço mas o que quero mostrar é isso”. Hoje vejo que foi uma forma de concluir, me manter com arte, não necessariamente com o que queria mas coisas que me davam muito prazer. É muito gostoso entrar num atelie e trabalhar com crianças. Desenvolver uma ilustração para um livro. Agradeço muito ao curso, não por ter aprendido todas as técnicas, por exemplo a fazer uma ilustração mas conhecimentos básicos sobre composição, cores, a própria História da Arte. Se souber usar depois que sair, saber onde encaixar, encontra muito mais por que apesar de sair daqui sem uma profissão sai com uma formação. Era o que eu procurava.

Agora como artista contemporanea aqui em MS, já expus minhas obras em vário lugares. E não é fácil: sair com portfólio na mão e enfim a gente acostuma. Aqui tem um nicho pequeno, são poucos lugares para expor, de espaço que pode ser conquistado então agora, de uns cinco anos pra cá, considero que tenho amadurecimento para ir para fora. Não por que aqui não seja bom mas para conquistar um espaço maior. Entrar em lugares desconhecidos.



Uma artista contemporânea que utiliza a pintura...



Eu tenho só um trabalho que não é bidimensional: uma instalação que fiz no MARCO que também que utiliza a parede mas não é pintura e todo o resto do meu trablho é desenho ou é pintura. Vejo como extremamente pós-moderno trabalhar com desenho ou pintura. Hoje. É uma possibilidade. Essa total novidade dos meios, bem tipica da década de 60, faz parte de um encantamento, de uma empolgação, como se todo o resto fosse ultrapassado, que é bem datada. Já surgiu tantos meios. Tantas formas de arte. Desde uma xerox à projeção em 4D. Percebo que, mesmo dentro desses meios, os fundamentos: o que será feito, a questão da poética, o conceito, se tem potencial para ser belo, para ser grotesco, tudo isso faz parte da coisa. Tem de ser pensado. Fazer uma pintura, um trabalho hiper tecnológico ou com o corpo. Não vejo muitos limites. A pintura e o desenho são as técnicas que me saio melhor. Gosto muito do fazer. A produção que inclui o artesanal. Me vejo tão contemporânea quanto um Tubarão Dulixo.



Portfólio de baixo do braço. O que é um portfólio? Por onde começar?



O portfólio é a apresentação inicial do artista que, sem ele, não vai pra nenhum outro lugar. Qualquer lugar que você vai como artista a primeira coisa que você deve levar é o portfólio para quem quiser ver seu trabalho ou conhecer seu atelie e reconhecer seu trabalho fisicamente. Ele é essencial para tudo. E não existe um só portfólio. O ideal é pensar em um para cada situação.O básico é com as principais séries e obras pra quando perguntarem o que você faz. Hoje a maioria dos artistas tem um portfólio virtual que fica muito mais simples você andar com um cartão por que todo mundo tem acesso a internet. Praticamente todo mundo mesmo. Muito melhor que andar por ai com pasta debaixo do braço e ninguém mais faz isso. É fundamental para um artista ter um portfólio que ele possa apresentar virtualmente. Quanto mais simples melhor. Mais selecionado, não põe tudo o que tem. Coloque o que realmente representa seu trabalho neste portfólio básico. Fora isso, tudo que desejar ingressar precisa de um portfólio que geralmente é mais especifico. Edital para salão já traz todas as informações sobre categoria, página, tamanho então é bem didático de fazer. Tem portfólio que faz para expor em algum lugar. Um trabalho novo que queira mostrar. Para cada caso é um. O fundameltal é que esse portfólio traduza o melhor possivel seu trabalho. O que for preciso: uma ótima fotografia, video, o que for com a melhor qualidade possível. É um investimento que você faz: se não sabe fotografar pede a alguém que saiba, pode ser um amigo, levar para imprimir em um bom lugar, tratar as fotos. Isso é fundamental. Também em relação ao portfólio quanto menos elementos conter considero um portfólio mais eficiente. Ele não é uma obra de arte. É uma apresentação de obras de arte então quanto “mais branco e arial melhor”. Letra tamanho 12. Tudo para o seu trabalho aparecer.



Formada em 99 e agora professora do curso. Como você analisa a produção do curso e as diferenças entre licenciatura e bacharel?



Primeiro que entre a licenciatura e bacharelado existe uma diferenciação bem clara: quem faz licenciatura entra num curso que forma professores em artes. Se talvez ele desenvolva, o que acontece muito, e queira assumir outra coisa dentro da arte como artista mesmo ou produtor cultural, artesanal é algo que acontece depois. A intenção de quem entra no curso é para ser professor. Creio que a grande maioria acaba sendo professor, uma escolha que acho bem bacana e, dentro do contexto atual, bem inteligente por que se gostar disso e tiver uma passagem legal por aqui muito dificilmente ficará desempregado nos próximos dez anos.Ter todas as condições para exercer a profissão. Agora o bacharel não. Ele entra no curso de artes para ter uma formação em artes, para possibilitar que ele siga uma carreira artistica ou continuar estudo academico em instituições, ir para o design, o curso tambpem dá uma formação básica para isso. São cursos bem distintos. Pode até entrar um na carreira do outro mas são separados. Há até uma “briga”, nossa, interna para que o curso tenha duas coordenações por que nós temos dois cursos funcionando e cada vez mais a tendencia é saparar mesmo.

E a produção dos alunos o que acontece muito é que quando sai daqui até quem tem uma pretensão de seguir uma carreira artistica acaba desistindo disso no primeiro ou no segundo ano de formado. Voltando aquele historia: qualquer carreira de profissional liberal, que é o caso de um artista, o começo é sem base, sem pé mesmo. Para continuar na carreira tem que ter uma forma manter-se e, de preferencia, continuar trabalhando com a arte. E preserverar. A não ser que você tenha muita sorte ou seja muito bom, é um processo longo. Acontece isso: muita gente sai daqui e tem um trabalho de conclusão interessante, consegue fazer uma exposição ou outra e nunca mais trabalha com aquilo. Trabalha com algo ligado a arte mas como artista acaba desistindo e temos uma quantidade de artistas, colocando-se como tal por mais de 5 anos que é um tempo para falar de uma carreira, pequena. Como qualquer outra carreira. Odonto, exemplo, de 40 formandos todos vão ser dentistas. Agora um dentista com destaque que continuou estudando, tem uma técnica diferente, é alguém importante dentro da odontologia vai ser um que sai por turma. É complicado exigir que cada turma do bacharelado forme 30 artistas. Não acontecerá. Ao mesmo tempo que gostaria que fossem mais, também há muitos que no decorrer do curso descobrem que area deles é outra. E o curso tenta melhorar esta orientação profissional através de uma disciplina, acontece muito esta desilusão. Sair daqui com o TCC, com aquele monte de tela, não tem nem onde guardar isso, começa a dar para os amigos, etc. Falta um pouco dessa visão mais realista da carreira de artista que não é só no MS. Se for para São Paulo pode até ter mais campo e consequentemente mais concorrência. Não será simples em lugar nenhum, nem nunca foi e nem será agora. Também há falta de um pouquinho de confiança e crença pessoal. Perseverar se for isso que quer. A gente tem em 30 anos de curso uns 15 artistas que sairam daqui. Dá para melhorar esse número. Ainda é baixo.



No Festival de Arte e Tecnológia houve uma discussão sobre a produção contemporânea aqui no estado. Existe uma produção contemporânea em Mato Grosso do Sul?



Depende. De um forma geral engloba muita gente desde artesanato que é vendido na casa do artesão até os trabalhos que se colocam como arte contemporanea. O que é complicado naquela discussão não foi a opinião do acadêmico do IESF sobre os trabalhos. Via-se claramente que eram trabalhos que apoiavam ele. O que me preocupa é um professor simplesmente colocar que depois da década de 60 nada foi feito. Concordo com ele no ponto em que a gente tem uma dificuldade muito grande de continuidade na carreira fazendo que o próprio artista tenha um desenvolvimento muito curto o que não o sustenta para ser colocado dentro de um circuito de arte. Isso é verdade mesmo. Agora dizer que não existe é muito temerário. Já sentei com vários amigos que não são do meio das artes, entre eles um casal de amigos que vieram de São Paulo, e o cara tinha conhecido em dois dias mais museus do que os outros que vivem aqui a vida inteira. E não é por que eles não tem acesso, não tem como irem para lá. Isso não é desculpa para eles e nem para ninguém por que todos os espaços são gratuitos. É uma questão cultural. Agora se um professor de artes chegar numa sala de aula e falar que não tem nada para ver, e o pai não leva por que também escutou que aqui não faz nada. É claro que o aluno não verá. E não acho que meus amigos não foram por que eles desprezam arte é por que acham que não tem nada para ver. Não se pode ser um professor de artes e falar uma coisa dessas. Uma coisa é incentivar os alunos a terem um olhar crítico sobre uma produção de MS comparando com produções de fora, outra é ignorar o esforço e o trabalho de pessoas que podem não fazer o que eles querem. Então existe uma produção, só que não é continua. Acho que esse é o maior problema. Tenho percebido que não é só uma coisa que aocntece aqui mas, não sei como está lá fora, nacionalmente pessoas que aparecem, fazem exposição, leio sobre em revistas e depois nunca mais ouço falar do artista. Sinto muito essa falta de continuidade. E ainda até uma falta de dialogo com o público. A escolha de caminhos mais fáceis, mais palatáveis, mais digeriveis e não uma coisa da arte contemporânea que flerta muito com o conceitual, poéticas que convidam mais a pensar então realmente tem pouca produção assim. Dizer que não tem ninguém, que ninguém faz nada é uma ofensa.


Exposições atuais e seleções.


Uma coletiva no Otacvio Guizzo com 4 obras de uma série em que trabalho fábulas utilizando o desenho, na mostra Dialetos que rodou o Centro-Oeste e dia 30 começa o Salão de Artes de MS 2012.



Em que foi premiada...

 

Fui. Isto é muito legal de falar por que ao mesmo tempo que o prêmio é um incentivo, quando tentamos essa parte de salões. É um lugar bem bacana para expor por que a partir do momento que seu trabalho foi pro salão siginifica que já passou por um processo de seleção e que está mais maduro. Eu aprendi com o tempo que não pode pensar no prêmio para não se decepcionar. São poucos prêmios para muitos artistas. É para ser comemorado mas nunca procure entrar no salão por causa do prêmio. Não dá certo. É muita gente. Muito aluno daqui diz que não se inscreverá em outro salão por que não o aprovaram. E dai? Veja como está seu trabalho, que salão que era esse, se tinha haver com ele, se não há outro lugares para colocar, etc. O salão tem isso se você entrar te faz muito feliz. Ter muito forte na cabeça: que são três pessoas que analisaram 700 portfólios, são pensamentos diferentes e levar pro lado pessoal nunca mais se increve.



E como se sente entrando num salão com pessoas mais novas, mais velhas e principalmente com ex-alunos como Zé Yura?



Me sinto super orgulhosa. Especialmente do Zé por que trabalhei com ele bem de perto para o TCC e ele é um exemplo disso que falei. A não ser que ele mude muito de ideia, é um cara que não vai desistir tão cedo. Tem uma vontade muito grande, de produzir, de ser um artista, produzir em arte, são várias ideias. Tem muita coisa para aprender mas já está num nivel muito diferente de muitos que saem daqui. Em termos de poética consolidada. Já havia entrado no salão antes.O Zé já vejo como meu colega assim como o Evandro Prado que também foi meu aluno. Vejo sem nenhuma hierarquia nenhum dos dois. Quanto aos artistas mais velhos, mais novos. Não sei. Neste ponto nem gosto muiuto de fazer essa ocmparação. Conheço artistas, todo mundo conhece, Paul Cezanne que aos 70 anos teve sua maior produção. Todo mundo concorda, no meio artistico. As obras mais importantes são depois dos 50 anos. E há outros artistas que estouraram enquanto eram jovens e aquilo foi o auge do trabalho deles, depois foram se repetindo. O Picasso, se colocar o trabalho dele da fase cubista que foi aos trinta e poucos anos. Colocar em termos de produção artistica a idade é de acordo com a pessoa, o que faz naquele momento. Às vezes a idade ajuda por que depura o trabalho ou prejudica por que perdeu o folego. Isso é característico a cada personalidade. Espero que meu trabalho melhore e não perca o folego.


O Salão de Artes de Mato Grosso do Sul tem abertura hoje, dia 30 de outubro, às 19:30
Brincadeiras a parte, agradecemos toda a paciência, apoio e abertura que desde dos primeiros dias do blog a Priscilla nos deu. Muito Obrigado e parabéns plos prêmios! ;)


Thiago Moraes
 
NAJON

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Exposição Dez Anos Sem Medo de Ser Feliz

 
 
No dia 02 de outubro a Morada dos Baís recebeu uma exposição comemorativa do grupo Sem Medo de Ser Feliz, reunindo pinturas de vários temas, cores, formas e tamanhos dos artistas Ian Santos, Cleusa Porto, Gaga Gabrielli, Mari Rebouças, Marília Terra, Olga Martinez, Rafael Mareco, Salete Bassegio, Giane Bifon e Lúcia Monte Serrat. Com 10 anos de existência o grupo comemorou mostrando a consolidação do trabalho, o compromisso dos artistas e a evolução de suas pinturas. 

 
"O grupo surgiu em uma aula de artes na Arquitécnica*, na verdade queríamos aprender a pintar e começamos a perceber que as pessoas tinham muita dificuldade. O que a gente precisava era do processo criativo, então comecei a trabalhar isso dentro do grupo, que aumentou o número de participantes,  solidificou-se e, embora seja mutante, tem algumas pessoas  desde o começo. Param um pouco, retornam, estão sempre indo e vindo. É um grupo muito gostoso, discutimos arte, exercitamos, mas sem um compromisso técnico e sim um compromisso expressivo. Todo mundo dá palpite no trabalho do outro. Tivemos um trabalho onde o objetivo era o rodízio: tínhamos que pintar um sobre o trabalho do outro.  Um trabalho super difícil por que entrar no outro é uma experiência muito excitante, interessante porém muito difícil.
Quando montamos exposições nos fortalecemos, isso solidifica as relações, crescemos enquanto pessoas, indivíduos e mais do que isso crescemos culturalmente e artisticamente. Sinto-me uma privilegiada de estar num grupo desses, criamos laços. É muito gostoso."

 Lucia Monte Serrat
artista e arte-educadora








A Morada dos Baís fica na Afonso Pena, esquina com Av. Noroeste; a exposição fica lá até o dia 03 de novembro, de terça a sábado das 8h às 18h e domingo das 9h às 12h.  Realização Fundação de Culura Municipal de Campo Grande, Morada dos Baís, Arquitécnica e Prefeitura Municipal. Entrada gratuita.
 
Thiago Moraes
NAJON
 




*o site da Arquitécnica está em construção.






sábado, 8 de setembro de 2012

Penso Traço - exposição Thais Galbiati



Dia 5 de setembro abriu no foyer do Centro Cultural Octávio Guizzo a exposição Penso Traço, individual da artista Thais Gabialti. A artista recentemente participou da exposição Dialetos junto de artistas de MS e MT, e foi selecionada para o salão Anapolino de Artes. Fomos ver e admirar seus quadros cheios de cor, utilizando técnicas de desenho e pintura! Confira:












A galeria do Octávio Guizzo fica aberta a visitação de terça à sabado das 08:00 as 22:00 e Domingos e feriados das 14:00 as 18:00.

Thiago Moraes
NAJON

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

EXPOSIÇÕES EM CAMPO GRANDE

EXPOSIÇÕES EM CAMPOGRANDE
 
MARCO:
 Bordados Urbanos, Do Outro Lado, Expansão, Katapumba e Rest in Peace
14 de agosto a 14 de outubro.
 
 
 
 
Alessandra Mastrogiovanni
“Morava em São Paulo quase a vida inteira, e há 6 anos que mudei para Mato Grosso do Sul. Posso dizer que cresci bastante nesse período aqui! Pude ter tranquilidade e mais inspiração, com certeza, por sair de São Paulo, e aqui conquistei credibilidade para expor meu trabalho. Neste salão com as dimensões das obras, me soltei! Minha pincelada é muito vigorosa e trabalho desta maneira: abstrata. A proposta é cada vez mais a pincelada ganhar vida, ganhar espaço, crescer e, por isso, o tamanho dos quadros aumenta até chegar o momento em que, literalmente, saem da tela e transformam-se em objetos tridimensionais.”







 
Laerte Ramos

“Me formei há 15 anos na FAAP, em 2001, e desde então participo em várias exposições pelo Brasil, não só no eixo Rio-São Paulo mas por outras cidades, expondo e promovendo oficinas. Dessa forma chego perto do público que vem à exposição: faço um pouco do trabalho e deixo as pessoas participarem um pouco. Aprendendo também outras culturas, outros fazeres e outras necessidasdes que há aqui! É essa troca de cultura que é fundamental, fechando um ciclo para poder desenvolver outro.
Este projeto é de 2008, e finalizei ele poucos dias antes de vir para Campo Grande. A cerâmica tem um processo bem demorado, ela não conversa com os dias de hoje! Telefone, internet e todas as coisas que exigem uma velocidade de produção muito grande, e a arte contemporânea também exige que a gente fique produzindo, cada vez mais e sempre coisa novas, porém, a cerâmica tem o tempo dela. Se a gente não respeita, perde! E as perdas são grandes!
Gosto de cerâmica porque ela é mágica, trabalhando ela muda de forma, entra no forno de uma forma e sai de outra, sempre tem uma surpresa! Sempre um desafio! Me sinto como um atleta, sempre produzindo e sempre questionando!”



 
Aqui segue um post da Vânia sobre a 3ª temporada de exposição do MARCO 
 
 ARMAZÉM CULTURAL:
 
4 º Salão Horizontes da Arte de Campo Grande - Prêmio Masahiko Fujita
21 de agosto a 2 de semtembro 2012
 



LISTA DE OBRAS SELECIONADAS
 
PINTURA
 
Carol Jordão – TRILHOS NOTURNOS
 
Jamil Canavarros – INSPIRAÇÃO DA ÁGUA
 
Leandro Basualdo – PRISÕES NO DESERTO
 
 Bárbara Escalante _ OLHOS DE SALGADO
prêmio menção honrosa
 
Lúcia Monte Serrat _  SÉRIE TRANSPARENCIA E MOVIMENTO
 
Antonio Lima _ ANOREXIA ”ESPELHO”
Vitor Cure _ POR ONDE ANDA OS SAPATOS
                     MÃOS AO TRABALHO SOB PÉS DESCALÇOS
                                      prêmio categoria
 
Cecílio Vera _ PIRACEMA II E III
Lúcio Laranjeira _ FORMULA 1 DOS BICHOS
                              ESCOLINHA DO PROFESSOR TUIUIU
FOTOGRAFIA
Jean de Lima – LAGO ONÍRICO
Érika Pedroza _ ICARAÍ
                           PÃO DE AÇUCAR RIO NOSTÁLGICO
                          
 
ESCULTURA
Rosilene de Oliveira _ TRÍPTICO PIRACEMA
                                    TRÍPTICO MORENAS
                                     TRÍPTICO UMA FLOR PARA A MORENA
Amélia Preto _ MENINO BRINCANDO COM PIPA
               prêmio conjunto da obra
 
                         MENINA BRIINCANDO COM BAMBOLÊ 
                  CRIANÇAS BRINCANDO DE CIRANDA
 
Betueal Chiosine Paradello _ GAIA
 
INSTALAÇÃO
Galvão Pretto – OSSO DURO
 
Fernando Anghinoni _ CROMO SOMOS
 
Oswaldo Guimarães _ PERCURSO DA IDEIA
                    prêmio categoria
 
 
 VIDEO ARTE
 
Sarah Caíres – POETA DE NAUFRAGIO
 
Thiago Moraes – CAFÉ
 
 
 

O MARCO - Museu de Arte Contemporânea fica na rua
Antonio Maria Coelho - 6000
 
 O Armazém Cultural na  Explanada dos Rodoviários
   Av. Calógeras 3110 - Centro
 

NAJON
Thiago Moraes