quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Oficina de projetos para o FIC 2020

Amanhã acontece uma última oficina para formulações de projetos pr o Fundo De Investimentos Culturais de MS em Campo Grande será às 14h, no auditório do MIS (Museu da Imagem e do Som), na Avenida Fernando Corrêa da Costa, nº 511, no terceiro andar. 

http://www.fundacaodecultura.ms.gov.br/dourados-aquidauana-e-campo-grande-terao-curso-de-capacitacao-de-projetos-para-o-fic/

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Arte da Mesopotâmia - novos videos do canal Compacty

O canal Compaty lançou mais dois videos da nova saga  sobre Períodos da historia das artes!

Os dois novos videos abordam a Mesopotâmia e as artes desenvolvidas ali na formação das primeiras "civilizações" na região do oriente médio!!

Assista, compartilhe e siga o canal!





segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Publicado Edital do Fundo de Investimentos Culturais 2019

Na última sexta-feira foi publicado no diário oficial o Fundo de Investimentos Culturais 2019 para aplicação em 2020.

O fundo apresenta 6 milhões para aplicação em projetos de artes, confira-o aqui

O prazo para as inscrições é até 05 de fevereiro de 2020 e cada projeto pode captar até 250.000 reais sendo aberto a captação de recursos em outros suportes de financiamento.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Quem é o Walcyr e Quem é o carrasco nesta história?

        As novelas no Brasil tem uma historia longa datada desde tempo remotos nos cortiços quando   o povão se reunia pra ouvir alguém ler os folhetins diarios publicados nos jornais. Daquele tempo até se desenvolver no que hoje conhecemos como novela - mudaram-se as formas de apresentação, dos folhetins publicados diariamente, as radionovelas, fotonovelas e as novelas da televisão - diversas historias foram contadas. E toda novela pede um grande vilão/vilã  e um/a grande mocinho/a.



         Recentemente re-assisti  a novela o Cravo e a Rosa, de época se passando no brasil dos anos 1920, conta a historia de Catarina vivida pela atriz Adriana Esteves é a filha de um banqueiro forçada a se casar com Petruchio um fazendeiro sem estudos e trabalhador, papel de Eduardo Moscovis. A novela livremente inspirada na Megera Domada coloca a personagem principal como uma feminista e qual é a principal briga de catarina? Não casar! No começa da trama ainda aparecem algumas cenas onde Catarina junto a outras duas amigas em protestos pedindo pelo direito ao voto feminino o que logo já é esquecido pois que suas amigas ficam a disputar as atenções de um homen, um falso mudo, enquanto Catarina se ve apaixonada por Petruchio envolvida pelas suas artimanhas. A pauta feminista é reduzida a isso! "Nosssa mas você queria que uma novela fosse comprometida com a verdade historica?" Sim, queria, mas sei que isso não acontecerá! 

      Originalmente a novela foi apresentada no horário das 18h que em geral apresentam novelas de conteúdo mais abrangente e leve, direcionado as senhoras de idade e aberta ao público em geral. A televisão nasce para a publicidade e, por mais que não seja o foco, ser um meio de arte mas de comunicação(vitrine publicitária), suas produções envolvem e se aproveitam de toda forma e linguagem de arte seja  de forma simples como a produção de cenários  e figurinos, ou de forma complexa na produção conceitual e visual. Uma novela de época perde um pouco de seu poder atrativo para as grandes marcas mas se consegue desenvolver uma narrativa atraindo um grande público nessa faixa de horário, é um sucesso entre marcas de produtos de limpeza. Com um repertório de personagens estereótipados e de atores famosos, e queridos do público, a novela foi um sucesso de audiência na época.

         A grande vilã da trama é Marcela, filha de um rico latifundiário representada pela atriz Drica Moraes, persegue Petruchio e para ameaçar Catarina acaba  casando-se com o banqueiro Batista, pai de Catarina. Entretanto ao longo da novela os mocinhos mostram-se tão vis quanto a vilã, em cenas que Petruchio maltrata seus empregados humilhando-os ou em que Catarina usa o afilhado como bode espiatório. Este por sua vez é tratado por todos os personagens como um pequeno serviçal, e é um dos dois personagens negros da trama. O segundo personagem é um apaixonado pela vilã. Tudo isso com viés bem humorados e com aquele olhar do racismo a brasileira: sutil e naturalizado. Marcela a vilã casando-se com o banqueiro o afasta de seu verdadeiro amor: uma lavadeira por anos enganada pelo banqueiro, essa é de longe o mais abragente sobre a relação de classe e de brinde ainda contém o estereotipo do pobre orgulhoso e honesto e do pobre ganancioso, onde a oportunidade faz o ladrão, a lavadeira  trabalhdora que sustenta seus filhos e rejeita o dinheiro do banqueiro e a amiga da lavadeira que se aproveita da situação ora ao lado da vilã ora fazendo seus proprios planos em cima da inocência da amiga. Nem vou dizer sobre o trio amoroso formado pela outra filha do banqueiro entre um rapaz de sua idade e um professor mais velho. O professor Edmundo, Angelo Antonio, no final casa com Bianca, Leandra Leal com sua cara de mocinha virgem, mas somente após conseguir montar sua própria escola com seu próprio dinheiro! Sim naquela época professor ganhava bem o suficiente pra juntar um dinheiro e erguer a própria escola sim, só dando aulas. É por isso que gostamos de novelas! São totalmente fantasiosas. 

           E o que as senhoras e donas de casa tem a haver com isso? Elas são consumidoras finais de um meio de comunicação que entra nas casas de milhares de pessoas todos os dias com diversas mensagens e podendo influenciar, para o bem ou para o mal.  Enfim uma trama que poderia representar e trazer diversas questões para o público como o feminismo, as relações trabalhistas, educação publica e formação politica foi tratado de forma estereótipada e rasa com aquele discurso neoliberal de que você só é pobre por que quer. Exigir um compromisso historico de obras ficcionais ou que a obra apresente um olhar critico sobre os temas que aborda é cair numa vala rasa da moralidade.  Entretanto por mais que uma novela não apresente tais compromissos ela apresenta um olhar e um discurso e seu acesso a grandes publicos a torna uma vitrine para se colocar ideias ou para vender o teu  produto. Com todo esse poder de persuassão e acesso a milhares de pessoas quem é vilão nesta historia? Quem escreve ou quem assiste? Quem patrocina ou quem tem poder de dar falas as personagens?

P.s. não assisti Dona do Pedaço só o primeiro capitulo. Forçado. Eu e o Capitulo.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Art is going Bananas!!

    Depois que Marcel DuChamp colocou um urinol dentro do museu lá no começo do século XX, o mundo das artes foi obrigado a se perguntar o que era arte, quem poderia fazer arte e o que pode ser arte. De lá pra cá muita coisa aconteceu e diversos movimentos surgiram e modificaram novamente nosso olhar sobre as artes.


   Essa semana o artista estadunidendse David Datuna ficou famoso ao comer uma banana! A banana em questão era uma obra de arte conceitual de outro artista,  Maurizio Catellan, a qual estava na feira Art Basel em Miami.  


      A obra era uma instalação na parede: Uma banana presa por um fita adesiva dessas prateadas conhecidas como silver tape. Chamada de "Comediante" a obra chegou a ser vendida por 120.000 dolares antes de participar da performance "fome de artista" como David chamou seu ato performático. Como a obra em si parte da ideia o artista comilão não foi processado e disse que estava muito boa a obra de Maurizio catellan e que ele estava com fome de arte!

Confira:

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Que prazer esse Heitor!

A missão era postar um artista brasileiro que representasse o Brasil em suas telas e o prazer  foi aumentando ao longo da descoberta que é Heitor dos Prazeres. Desde cedo influenciado pela artes das religiões e ritmos africanos, transcreveu a vida no Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XX e suas vivências para quadros simples e multicoloridos que começara a pintar depois da morte da esposa.

Nunca aprendera a ler e escrever, diz ele no vídeo de 1965, e que o lhe chamava a atenção eram as figuras, pintar aquelas figuras. Sempre muito orgulhoso do lugar onde crescera como demonstra em seus quadros, Samba no Terreiro, Morro, Favela, A prainha, No morro, Na roça, etc. Como os nomes e os próprios quadros entrega existe nele uma paixão pela música e pelo samba, sendo desde pequeno incentivado pelo tio que dera seu primeiro cavaco, e influenciada pela sua familia em reuniões realizadas na casa das tias Ciata e Esther aumentando ainda mais sua paixão pela Pequena Africa, nome dado a Praça 11.





Antes das pinturas sua carreira como sambista e compositor lhe dera alguns rendimentos e causos como a briga por autorias de músicas e parcerias como Noel Rosa. Pierrot Apaixonado, resultado de uma aventura de Noel, não só se tornou música como também pintura nas mão de Heitor.
Assista o curta e entre um pouco no atelie desse grande artista brasileiro!

Imagens retiradas dos sites:

http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa10428/heitor-dos-prazeres
https://blog.grafittiartes.com.br/da-praca-onze-para-o-mundo-conheca-historia-de-heitor-dos-prazeres/
http://portacurtas.org.br/filme/?name=heitor_dos_prazeres

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Sobre Larissa, a quarta amiga!

     Nosso curta metragem Larissa, a quarta amiga está online! Filmado durante uma madrugada e produzido em alguns poucos dias, o curta foi premiado em 1º lugar na categoria Trash e Júri Popular durante a Mostra de Audiosiual de Dourados - MAD2019.



      Na história 3 adolescentes em busca de novas experiências se encontram para fumar um cigarro de cannabis, enquanto uma lenda ronda a internet sobre uma menina chamada Larissa que morreu ao ser abandonada por outras 3 amigas entorpecidas de maconha e, agora, Larissa se manifesta sempre que 3 amigas se juntam para fumar! 

       O argumento para o filme surgiu da idéia de Guilherme de Moraes, sobre um monstro da "larica" (gíria usada para fome) que atacaria as pessoas que consomem a cannabis. O desenvolvimento do roteiro foi construído em referencias ao uso dos filmes e propagandas da guerra as drogas, como o filme de 1936 A loucura de Maryjuana.