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sábado, 27 de outubro de 2012

Inocência das Borboletas

No palco casulos feitos de açúcar, duas mulheres e um narrador para contar a história escrita no século XIX por Visconde de Taunay. Inocência é uma adaptação feita pelo coletivo Corpomancia que, depois de passar por escolas da capital, apresentou-se na segunda Bienal de Teatro de Campo Grande. Quem esteve lá presenciou uma experiência estética delicada, agradável e leve. Ao fim da apresentação tive a oportunidade de conversar um pouco com o grupo sobre o processo de criação da obra, como se chegou àquelas formas de dança e movimentos, situações criadas entre personagens e atores (mãe e filho), a narração quase didática e a presença de uma borboleta deliciosamente colocada em todas as nuanças e transformações do palco, do ambiente e dos corpos.
 


De onde surgiu a ideia?
"A história começou porque a Paula, diretora e criadora, tem uma relação próxima com o livro porque o pai dela foi promotor da comarca de Inocência e colecionava edições históricas. Em 2006, Paula era bailarina do Ginga, e a companhia foi convidada a participar do lançamento de uma edição histórica comentada pelo professor Hildebrando Campestrini. A ideia não vingou, mas ela guardou-a. No ano passado, conversamos sobre o projeto e decidimos retomá-lo. Iniciamos uma pesquisa em vídeo-dança, e ela queria ligar a proposta à questão da luta da mulher, para isso utilizamos até o kung-fu. Neste ano, escrevemos um projeto e através da FUNARTE conseguimos o financiamento para iniciá-lo, só que então a Paula engravidou, houve mudanças e entraram outros atores. Para simbolizar a relação entre pai e filha que há no livro, invertemos a situação e mostramos a relação mãe e filho, comigo e o Guilherme. Também chamamos a Camila e desde fevereiro trabalhamos neste projeto."
Renata Leoni

 
"O Taunay tinha essa visão de vivenciar o ambiente, e o livro é muito descritivo. Eu também não li o livro e sei muito sobre ele por causa de todo esse processo. E nessa personagem "científica", o biólogo, o que fica de mais importante é a experimentação com o corpo. Perguntamos: se Taunay estivesse vivo, sobre o que ele escreveria? A obra é de 1872, e nós a atualizamos, trazendo para nossa época temas que achamos que ele trataria."
Franciele Cavalheri

"Quando ele passou por aqui, tinha essa questão das meninas serem prometidas desde cedo. E sempre nos perguntando por que essa obra nos importa hoje?"
Camila Emboava

Sobre a dança, o teatro, o hibidrismo...
"Eu venho de uma experiência com o Maria Madalena, e as pessoas vinham perguntar o que era. Esse era o primeiro questionamento: isso é dança? E chamaram de teatro contemporâneo, teatro da dança, dança-teatro. Meu argumento é o seguinte: nossa formação é de dança, tenho alguma formação em teatro, talvez uns dez por cento. E a gente aproveita isso. Por exemplo, o Guilherme fala na peça  como ele fala normalmente, no dia-a-dia. Não temos treinamento para ator, e é muito bom quando somos reconhecidos como teatro."
Francielle Cavalheri
 
O kung fu na dança
 
"A Paula já havia experienciado com o corpo o treinamento com o professor Dirceu. Como o kung fu tem katis (movimentos essenciais da luta) baseados em animais, queríamos criar um kati por causa da borboleta que é descoberta no livro: papilus inocentis. Pelo lado da Inocência, vimos a luta da mulher, então treinamos e construímos, junto com o Dirceu, um kati da borboleta."
Renata Leoni
 
Quem quiser descobrir mais sobre o Corpomancia, sobre Inocência e todo o processo de construção, acesse o site  do coletivo http://corpomancia.blogspot.com.br/.
 
Thiago Moraes
Najon


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

F.A.T. 4.0 e BIENAL CENAAGORA







Campo Grande recebe no mês de Setembro dois festivais de grande porte! O primeiro já deu seu ponta pé inicial com grande estilo.


A 2ª Bienal de Teatro de Campo Grande soltou sua programação neste último domingo com apresentação na Orla Morena. A companhia La Minima, com o espetáculo "Radio Varieté", recepcionou um público grande, alegre e bonito de ver. Em sua 2ª realização a Bienal leva o nome de CenaAgora e através da variedade de espetáculos aborda o hibridismo utilizado no teatro comtemporâneo.
  
"A primeira edição foi Cena do Mato e esse ano chama-se Cena Agora,  e é uma coisa que procuramos manter: cada bienal abordar um tema. Neste ano focamos na produção contemporânea, no hibridismo, etc. Os espetáculos e  as oficinas, de uma certa forma, dialogam com outras linguagens: audiovisual, dança, música até com o próprio rádio como o espetáculo do La minima! Então essas linguagens fundem-se na vida cotidiana, na arte, com certeza, exerce uma influêcia muito grande. A ideia da Bienal este ano é trazer  a questão da pesquisa em linguagem contemporânea. A gente faz a bienal pra cidade, mais do que para os artistas! Contemplar Campo Grande para que ela, a cidade, possa absorver e consumir a Bienal!"
VITOR HUGO
mercado cênico



Além do Grupo La minima ainda passam pela Bienal Denise Stoklos, Teatro Que Roda, Denis Camargo,  Conectivo Corpomancia, Teatro para Alguém, além de cinema, festa no Lendas Pub e música boa com Lilian Maira e os Caramujos!
As oficinas são gratuitas, interessados enviar curriculo, de 10 linhas, para contato@mercadocenico.com.br.  Podendo inscrever-se nas 3 oficinas pois são horário diferentes.




E final de setembro acontece o F.A.T. 4.0! Em sua quarta edição o Festival de Arte e Tecnologia traz 3 oficinas, 3 palestras, 18 comunicações, uma mostra de artes e video.

Este ano, com patrocínio da Funarte, o F.A.T. trará uma oficina pré-evento de Videomapping  com Henrique Roscoe! E também "Um Laboratório de Humanidades no Contexto da Civilização Tecnológica" com Josemar de Campos e Kamilla Golin, "Tratamento de Imagem Fotográfica com uso de Software Livre" com Alexandre Sogabe e "A imagem Estereo 3D" com Helio de Souza e Sara Grubert.
 
A oficina pré-evento é gratuita, todas as outras há uma taxa de R$ 20,00. Considerando o número de vagas limitado em cada oficina, os interessados em inscrever-se em oficinas devem, antes de efetivar o pagamento da taxa de inscrição , enviar o furmulário de inscrição preenchido para o e-mail fat.ufms@gmail.com solicitando confirmação de vaga. Após o recebimetno da confirmação deverão efetivar o pagamento da inscrição e enviar o comprovante de pagamento para o mesmo e-mail, dentro do prazo de 48 horas, para confirmação de efetivação da inscrição. Entre no site do festival  para formulário, informações de depósito e confirmação.(só clicar nas imagens)


 
Vale lembrar que a NAJON vai sortear uma vaga para a oficina Um Laboratório de Humanidades... curta nossa página e fica de olho no seu facebook!


 
O Festival abre as portas para o público no dia 24  às 19h e todas as atividades serão dentro da UFMS. As mesas de comunicações, mostra de artes, de audiovisuais e conferências são abertas ao público(com taxa de R$20,00 para certificado nas conferências).
 
O F.A.T. é uma realização dos cursos de Artes Visuais e Música, programa de Pós Graduação em Linguagens, CCHSe PREA da UFMS em parceria Desafios Contemporâneos, FUNARTE, Ministério da Cultura e SESC-MS. O IESF e Najon apoiam o festival!
 
Além de apoio a NAJON estará todos os dias no Festival, trazendo o que de mais interessante passar por lá, além de relatos das oficinas e algumas surpresas que preparamos para vocês!
 
NAJON
Thiago Moraes