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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Cor Luz - As ondas da cor

         Cor luz são ondas eletromagnéticas emitida por uma fonte de luz, e ao contrário da cor pigmento, tem síntese aditiva - somando as três cores primárias Vermelho (red), Verde (green) e Azul (Blue) chega- se ao branco. Teoricamente! A soma de três fontes de luz para cada cor não chega ao branco total pois, assim como na cor pigmento, não há um fonte de cor pura.
         
       Para entender melhor como a cor luz é usada em emissores de luz como, lâmpadas coloridas, led, computadores, celulares etc., pode-se imaginar um projetor para cada cor e mirarmos no mesmo ponto, verde e vermelho, teremos uma cor secundária: amarelo, e adicionando o azul chegamos ao  branco! Assim as cores são controladas pela intensidade de luz dos emissores. Nota-se que as secundárias são o magenta, ciano e amarelo.


        
       Esse famoso RGB é utilizado no cinema, fotografia, video, sites, jogos e todo suporte que emita  ou utiliza a luz!

resumo do livro Introdução à teoria da cor de Luciana Martha Silveira

Para saber mais sobre cor no cinema: 
https://blogentrecinefilos.wordpress.com/2017/03/06/a-influencia-das-cores-no-cinema/



sábado, 7 de outubro de 2017

Para Compreender a Arte - Sabadou! aqui é MTV, beach!

 Se você conseguiu acompanhar as postagens desta semana pode ter percebido que a questão de arte pode ser enquadrada a partir de várias perspectivas, desde uma linha temporal seguindo a história humana e a aquisição e compreensão dos materiais a sua volta, a partir de um período histórico determinado e  olhar do artista sobre ele, em cima de uma determinada linguagem ou da vivência de um artista e sua produção, construção de uma nova linguagem e mesmo da relação política de grupos ou sociedades em relação a arte produzida.

E sabadou e e agente (007) quer só curtir  e ser MTV então pra curtir esse sabadão segue uma playlist pra linguagem aparecer: pop music na arte cinematográfica!
Mas o que é linguagem? e o que é linguagem cinematográfica? Deixa isso para uma próxima postagem, só segue:

PLANOS:

Na linguagem visual podemos considerar planos a relação da figura e o fundo, por exemplo, no clipe da Pablo podemos ver isso. Preste atenção na relação que há entre as personagens principais e o fundo, os planos entre os personagens, Pablo e Mateus, primeiro e segundo plano respectivamente, e o bar em terceiro plano. O corte do video mostra o que poodemos chamar de linguagem "MTV", cortes rápidos enquanto acompanha a batida da música. Chega de nerdisse, vamos pro clipe:
P.S. atenção par as cores, mais opacas no começo e mais chamativas ao final.




COMPOSIÇÃO:

É modo como dispomos a figura dentro de um quadro, no exemplo Jaloo é posicionado  ao centro do quadro enquanto a câmera vagueia o olhar à sua frente. Interessante ver como a composição do quadro é pensada para que os movimentos do cantor dialoguem com toda  a musica e para dar continuidade ao movimento de braços e mãos proposto pelo vídeo.
P.S. atenção nos efeitos gráficos, os braços se movem mais rápido  e as figuras percorrem os planos de figura e fundo.




COR

Azul, amarelo e magenta são consideradas as cores primárias e a partir delas são feitas todas as outras cores. No clipe da Linn da Quebrada as cores sãos usada para destacar a figura da cantora em relação ao fundo e as figuras que percorrem o ambiente, e , principalmente, contrastar com a cidade cinza.
P.S. atenção no contraste usado entre o verde e rosa!




FOTOGRAFIA:

Planos, composição e cor fazem parte na construção da fotografia no audiovisual. Leona apresenta a construção destes conceitos para realização do clip em Não pode esquecer o guanto. Repare no contraste das cores , o posicionamento das personagens e os planos, e a movimentação de camera que compõe toda a fotografia do clipe.
P.S. NÃO PODE ESQUECER O GUANTO!





Esses elementos fazem parte da linguagem visual e podem ser apresentados em diversos suportes e linguagens.


Para saber mais sobre historia da arte siga o canal COMPACTY:







sábado, 19 de março de 2016

Entrevista produtora do longa "Hoje eu quero voltar sozinho", Diana Almeida

Na última e terceira oficina do Fundo de Audiovisual para a Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas (PRODAVI) a produtora Diana Almeida ministrou sobre projetos em ficção.
Produtora do curta "Eu não quero voltar sozinho" que abriu portas para a produção do longa "Hoje eu quero voltar sozinho", contou um pouco sobre como entrou para área do cinema, como foi a circulação do longa em festivais e o que são as várias camadas de produção de um filme. Confira a entrevista:



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Mistérios Modernistas


    Escrever sobre arte ou sobre artistas e suas obras é sempre um desafio. Por vezes é feito sobre grandes dilemas, entre gosto pessoal, material, suporte, linguagem, valor etc. numa série de pressupostos definindo por um conjunto de regras estéticas o que naquele momento se entende como arte.  Em filmes que abordam o tema e lançam olhares sobre esses dilemas, podemos observar maneiras que a linguagem cinematográfica aborda e fazem um diálogo entre arte, artista e suas obras. Em Mistério de Picasso de 1955 e Pollock de 2001, 
dirigido respectivamente por Henri Georges Clozout e Ed Harris, o tema aparece nos artistas e suas pinturas através imagem cinematográfica, e desdobra-se num dialogo entre os artistas retratados, obras e o olhar de cada diretor num documentário-ficcional ou uma ficção-documentada e já em A Dama Dourada de 2015, Simon Curtis utiliza o cinema para contar a historia de como uma das mais conhecidas obras de Gustav Klimt atravessou o atlântico. 

    Picasso o pintor modernista, através da direção de Henri Clozout, coloca a tela em branco em que pinta, como a tela do cinema, e suas pinceladas  vão tomando conta do quadro até a finalização da pintura. Várias pinturas são feitas na tela, Picasso parece fazer um speed painting prevendo já os atuais tutoriais de pintura ou desenho em velocidade acelerada, enquanto uma música clássica acompanha, ganhando dramaticidade, as pinceladas do artista sobre o quadro branco. Entretanto nem Clozout e nem Picasso pretendem fazer do filme um tutorial de pintura,  e sim investigar o processo do artista! Essa associação é apresentada já no começo do filme com Clozout falando sobre a apreciação de uma obra de arte, seja, por exemplo, a música de Mozart ou a pintura de Rembrant, e o desconhecimento, de um possível fruidor da obra, do processo que passa o artista durante a pesquisa e produção de sua obra enquanto abre-se uma luz sobre a figura do pintor evocando, na silhueta formada,  "O pensador" de Rodin. Acompanhamos Picasso em direção à mesa de desenho, enquanto acende um cigarro, e a câmera nos apresenta seu atelie em preto e branco, modificado,  banhado pela luz escolhida pelo diretor e seu fotografo- no caso um Renoir* - construindo um ambiente de mistério em torno da aura do artista gênio. Clozout, ao adentrar o processo de Picasso evocando obras consideradas clássicas constrói a imagem de obra-prima sobre Picasso, deixando que as pinceladas corram sobre a tela num momento de apreciação e troca. O trabalho em conjunto leva a  uma discussão sobre a narrativa feita por Picasso nos últimos quadros pintados, que diz "você pediu emoção, eu dei emoção", assina seu nome em um quadro e posiciona-se  embaixo do feixe de luz que invade  milimetricamente posicionado para colocar o artista de volta em sua aura misteriosa.

     Ed Harris por sua vez apresenta o processo de Jackson Pollock através de uma narrativa clássica, com composições coloridas, aúdio acompanhando as reviravoltas gráficas e pontos chaves,  mostrando o auge da carreira do "maior pintor modernista da América" e sua conturbada vida familiar e profissional.   A história do filme se passa no entre guerras e Ed Harris dirige e atua como Pollock experimentando dessa forma três processos, além da direção e atuação, entender e tentar mostrar indagações do artista retratado recriando a experiencia vivenciada por Pollock. O pintor que foi aclamado pela crítica com seu action-painting, tinha como referência a pintura modernista especialmente abstrata e  o surrealismo, tendo contato com Max Ernst e um relacionamento conturbado, devido, principalmente, ao seu alcoolismo, com Lee Krasner, torna-se um marco para o expressionismo abstrato. Picasso já era considerado um gênio da pintura, enquanto Pollock via nele uma inspiração e uma certo sentimento de competição demonstrada em algumas falas, quando Pollock está bêbado com um amigo e ele mesmo se compara à Picasso colocando-se como o próximo "maior pintor modernista" e outra quando Pollock já é reconhecido pela critica e lê no jornal a comparação que fazem com Picasso. Harris usa a composição dos planos, seguindo as entrevistas de Pollock, e coloca a personagem pintando em enquadramentos aéreos e sob seus pés que ao fazer as telas e pretende estar dentro dos quadros, assim como Clouzot e Picasso, e diz sentir-se como parte daquilo quando os faz, assim como o próprio Harris .

     Já o filme dirigido por Simon Curtis e produzido pela BBC films (o que me fez lembrar de documentários da BBC em alguns enquadramentos de flashback ) apresenta a história de uma sobrevivente do holocausto judeu e sua busca pela recuperação da memória de sua família, através de pinturas entre elas a obra que Gustav Klimt pintou de sua tia Adele: A Dama Dourada como é conhecida  em todo o mundo e faz parte da época dourada de Gustav Klimt. A perda de identidade da obra, enquanto lembrança familiar e tornando-se a identidade de toda uma nação é permeada por lembranças da fuga de Maria Altmam da Austria e  sua chegada aos EUA. Simon tem um elenco selecionado a dedo, fazendo uma comparação com Klimt , atores do alto escalão de hollywood como Hellen Mirren, Ryan Reynolds, Max Irons, Katy Holmes dentre outros rostos conhecidos e falas de personagem femininas sobre o papel da mulher, ou mesmo o papel ativo de Altman enquanto fogem da Áustria, fazem o papel do ouro usado por Klimt e a presença da figura feminina em suas telas. No filme algumas obras de Klimt fazem parte do testamento deixado para Altmam e acabam por ser o estopim para as lembranças do nazi-fascismo e  suas consequências e então questionando o  método com o que a galeria conseguiu ser detentora das obras, advinda de maneiras suspeitas pelas mãos dos nazistas, Altmam e seu advogado  enfrentam o estado austríaco pelo direito do quadro. Klimt já estava nas graças de famílias ricas que o contratavam para fazer retratos em 1907, e pinta o Retrato de Adele Bloch Bauer I  que acaba virando um ícone para a identidade Austríaca na atualidade, sendo como uma "Monalisa". Simon parece escolher seguir a risca os valores tradicionais da personagem de Hellen dando o valor sentimental e histórico da obra com luz e cenários sóbrios, muito bem colocados tecnicamente, com uma relação em especial a cor dos momentos entre passado e presente de Altmam, ficando mais brilhante e viva no decorrer do presente e  adquirindo mais cinza nas  memórias do passado. Curtis apresenta o decorrer histórico de uma obra. 

      Nos dois primeiros filmes fica em evidencia a relação arte e artista enquanto no terceiro obra e artista interferem por ser a peça chave no conflito apresentado. Com um documentário Clouzot monta uma fotografia e manipula o olhar de forma a criar uma aura de fantasia em torno do gênio Picasso e sua obra. Ed Harris constrói planos baseados nas falas de Pollock sobre sua pintura de ação propondo uma percepção visual por meio de imagens intercaladas, enquadramentos subjetivos e videos gráficos musicais. Curtis propõe sua narrativa através da luz e cenários compondo um resgate histórico do ambiente  cultural onde foram feitas algumas das últimas obras de Klimt. Os três filmes conseguem, de certa forma, captar alguma faceta dos artistas modernistas com o qual dialogam, na procura sobre o processo da obra, na recomposição das obras, ou no valor adquirido pela obra no decorrer do tempo.


* neto do pintor Jean Auguste Renoir

Texto por Thiago Moraes.


livros indicados:
Após o fim da Arte - Arthur Danto
Técnicas e edição para cinema e video - Dancyger

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Prosa e Segredo

O último final de semana do mês de outubro as galerias do SESC horto foram invadidas por muita cor, letras e uma porção de histórias clássicas, velhas, novas, modernas, antigas e das mais diversas formas. O Sesc Literatura estimula o gosto pela leitura nos pequenos e enche de fantasia o mundo dos grandões. Com oficinas de caligrafia, encardenamento, cinema de animação, ilustração em HQ, palestras e muitos, mas muitos livros, a mostra trouxe muitas novidades. Houve lançamento do livro Prosa e Segredo, da atriz e escritora Michele Dominiq, nas galerias as ilustrações de Deni Feliz encantavam com sua simplicidade e cumplicidade com o evento e o teatro da Casa de Ensaio deu vida e música a diversos poemas. Pra quem perdeu, conferi um pouco da mostra e pegamos entrevistas com alguns oficineiros. Uma coisa boa que notei foi a grande diversidade de formas e meios para apresentar a literatura, nem só de livros cheios de letras e mais letras mas quadrinhos, teatro a várias atividades que preencheram o SESC.
 
  
 
"A ideia de quando que me convidaram era chamar atenção para a criação dos poemas; da literatura em si, da letra: desde a criação na mente e no coração de cada um, e depois oferecer a eles uma criação de uma letra bonita, mais artística, junto a um resgate do belo e do bem-feito com a mão, sem uso de computador ou de uma máquina. Houve também uma oficina de encardenação dessa produção. Tudo como uma Arte. Mas tudo depende do olhar de quem vê. Pra mim escrever é um desenhar. Se escrever um recado bem rápido no meio do dia é uma coisa: é passar informação. Agora sentar, empunhar a caneta, escrever com esmero, com capricho, isto é um desenho, praticamente, e torna-se uma arte. Sem desmerecer outras, mas somando a elas. Até um assinar de um quadro é um desenho, uma forma de arte."
Valdebrando dos Santos - ministrante oficina
 
"O cinema é uma linguagem que vem da literatura. Vários livros são adaptados para o cinema. São linguagens que interagem e se complementam. Fiquei muito feliz pelo convite do Sesc para essa oficina. Tivemos uma média de 15 inscritos de todas as idades. Achei isso muito bacana. E na verdade foi uma pequena introdução sobre a linguagem de animação e utilizando a técnica de stop-motion (parada-por-ação), os alunos puderam brincar e exercitar não só a tradicional matéria do stopmotion que as pessoas acham que é só a massa de modelar. E não é. Stopmotion é uma técnica que pode ser usado qualquer objeto inanimado e dar vida a ele. Aqui tivemos um trabalho sem massa e dois com massa. Procuramos juntar a ideia com a literatura sendo dois desses trabalhos baseados em obras literárias."
Elis Regina - ministrante oficina



Thiago Moraes
NAJON

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

F.A.T. 4.0 e BIENAL CENAAGORA







Campo Grande recebe no mês de Setembro dois festivais de grande porte! O primeiro já deu seu ponta pé inicial com grande estilo.


A 2ª Bienal de Teatro de Campo Grande soltou sua programação neste último domingo com apresentação na Orla Morena. A companhia La Minima, com o espetáculo "Radio Varieté", recepcionou um público grande, alegre e bonito de ver. Em sua 2ª realização a Bienal leva o nome de CenaAgora e através da variedade de espetáculos aborda o hibridismo utilizado no teatro comtemporâneo.
  
"A primeira edição foi Cena do Mato e esse ano chama-se Cena Agora,  e é uma coisa que procuramos manter: cada bienal abordar um tema. Neste ano focamos na produção contemporânea, no hibridismo, etc. Os espetáculos e  as oficinas, de uma certa forma, dialogam com outras linguagens: audiovisual, dança, música até com o próprio rádio como o espetáculo do La minima! Então essas linguagens fundem-se na vida cotidiana, na arte, com certeza, exerce uma influêcia muito grande. A ideia da Bienal este ano é trazer  a questão da pesquisa em linguagem contemporânea. A gente faz a bienal pra cidade, mais do que para os artistas! Contemplar Campo Grande para que ela, a cidade, possa absorver e consumir a Bienal!"
VITOR HUGO
mercado cênico



Além do Grupo La minima ainda passam pela Bienal Denise Stoklos, Teatro Que Roda, Denis Camargo,  Conectivo Corpomancia, Teatro para Alguém, além de cinema, festa no Lendas Pub e música boa com Lilian Maira e os Caramujos!
As oficinas são gratuitas, interessados enviar curriculo, de 10 linhas, para contato@mercadocenico.com.br.  Podendo inscrever-se nas 3 oficinas pois são horário diferentes.




E final de setembro acontece o F.A.T. 4.0! Em sua quarta edição o Festival de Arte e Tecnologia traz 3 oficinas, 3 palestras, 18 comunicações, uma mostra de artes e video.

Este ano, com patrocínio da Funarte, o F.A.T. trará uma oficina pré-evento de Videomapping  com Henrique Roscoe! E também "Um Laboratório de Humanidades no Contexto da Civilização Tecnológica" com Josemar de Campos e Kamilla Golin, "Tratamento de Imagem Fotográfica com uso de Software Livre" com Alexandre Sogabe e "A imagem Estereo 3D" com Helio de Souza e Sara Grubert.
 
A oficina pré-evento é gratuita, todas as outras há uma taxa de R$ 20,00. Considerando o número de vagas limitado em cada oficina, os interessados em inscrever-se em oficinas devem, antes de efetivar o pagamento da taxa de inscrição , enviar o furmulário de inscrição preenchido para o e-mail fat.ufms@gmail.com solicitando confirmação de vaga. Após o recebimetno da confirmação deverão efetivar o pagamento da inscrição e enviar o comprovante de pagamento para o mesmo e-mail, dentro do prazo de 48 horas, para confirmação de efetivação da inscrição. Entre no site do festival  para formulário, informações de depósito e confirmação.(só clicar nas imagens)


 
Vale lembrar que a NAJON vai sortear uma vaga para a oficina Um Laboratório de Humanidades... curta nossa página e fica de olho no seu facebook!


 
O Festival abre as portas para o público no dia 24  às 19h e todas as atividades serão dentro da UFMS. As mesas de comunicações, mostra de artes, de audiovisuais e conferências são abertas ao público(com taxa de R$20,00 para certificado nas conferências).
 
O F.A.T. é uma realização dos cursos de Artes Visuais e Música, programa de Pós Graduação em Linguagens, CCHSe PREA da UFMS em parceria Desafios Contemporâneos, FUNARTE, Ministério da Cultura e SESC-MS. O IESF e Najon apoiam o festival!
 
Além de apoio a NAJON estará todos os dias no Festival, trazendo o que de mais interessante passar por lá, além de relatos das oficinas e algumas surpresas que preparamos para vocês!
 
NAJON
Thiago Moraes


terça-feira, 10 de julho de 2012

19° Festival MIX BRASIL

Final de semana Campo Grande recebeu o 19° Festival Mix Brasil!
Durante quatro dias no Museu da Imagem e do Som foram exibidos curtas e longas, além de workshops com diretores, jornalistas e produtores! Estivemos lá e entrevistamos os produtores Leandro Marques e João Federici. Também pegamos um pouquinho do workshop de Edson Bastos diretor do curta-metragem "Joelma".
Você confere as entrevistas no video abaixo!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

7 Perguntas para Essi!

Campo Grande exibiu sábado dia 05 de fevereiro o curta-metragem “Ela veio me ver”. A história de dois adolescentes em seu primeiro encontro. Filmado e produzido em Campo Grande, estreado na Mostra de Cinema de Tiradentes(janeiro 2011), selecionado para o Chicago Latino Film Festival e, esta semana, em turnê nacional no 3° Festival do Júri Popular! Fomos atrás do Essi Rafael, idealizador do curta, para um bate-papo rápido!





Por que o uso do cinema?

Eu acho que o cinema te transporta, é um lugar que eu me sinto bem. Desde criança, você entra no cinema e sente emoções que às vezes na vida, sua vida cotidiana, você não sente. Eu acho que o cinema é uma expressão muito forte, é a vida concentrada. O cineasta e toda a equipe trabalham para nessas duas horas condensar elementos muito importantes da vida. E eu acho que no cinema tem um sentimento forte! Eu não esqueço, de quando criança, você vai, você fica impressionado e quer voltar toda vez, tem uma envolvimento emocional muito grande que você não encontra na vida cotidiana.

Como foi o processo de produção do Curta “Ela veio me ver”?

Quando a gente passa pro lado de trás da produção é tudo mais trabalhoso, né? Não tem nenhum segredo. É relativamente simples, mas é trabalhoso você tem que correr atrás de uma série de coisas. Começando pelo, no caso, dinheiro se você quer trabalhar com uma equipe maior, com uma estrutura maior. Conseguir dinheiro não é fácil e quando você consegue às vezes é pouco, todo mundo ganha mal e tem toda a questão: que você lida com gente, com uma equipe grande. Você tem que aprender a lidar com as pessoas. E até como crescimento individual! To no começo de carreira, eu tenho muita coisa para aprender como todo mundo aqui. Tenho muito a aprender. Então é um processo bem complicado, cinema por ser uma arte coletiva assim que junta várias artes, que você trabalha com som, com imagem, com música, com atuação, teatro, é muita coisa. Então tem uma dificuldade muito grande de juntar tudo isso e fazer uma obra bacana que tenha algum sentimento disso tudo mas.. é isso aí se você gosta você tem que correr atrás. Foi difícil, dois anos de produção, mas é isso aí o tempo médio de produção, no Brasil, é por aí mesmo!

Com a exibição do cinemark, em Campo Grande como você vê a relação do cinema e exibição aqui. O que você acha de toda a situação do cinema agora aqui, especificamente, e no Brasil?

É complicado! A situação do cinema não está numa época legal. Aqui em Campo Grande, especificamente, o Cinecultura fechou, e já não era muito bem freqüentado. Também já diz muito da situação, mas a verdade grande parte do cinema brasileiro as pessoas desconhecem. O que é uma pena! Eu fiquei muito feliz com a exibição no Cinemark, por que teve um comparecimento grande, mas é um público bem especifico! Realmente é um público bem especifico, voltado e com interesse bem particular de cultura. Não é aberto pro grande público, vamos dizer assim. Isso ainda está bastante deficiente. O nosso nicho, assim, onde a gente pode por o filme, é esse local, mais especifico mesmo: festivais de cinema, freqüentados por pessoal da área. Eu não sei, acho que ainda tem que melhorar muito! Se você for ver o que tá em cartaz não tem muita opção nacional, e tem filmes muito bons brasileiros. Também não é fácil se você olhar ao redor do mundo, na verdade a questão é complexa em todo lugar! Se for nos Estados Unidos também é assim, se for na Europa. Então não adianta ficar penalizando-se, enquanto realizador você tem que tentar fazer uma obra que te satisfaça, que você tenha orgulho, e que você tente passar o que você pode passar, se você puder avançar em alguma coisa, ótimo! Mas a gente tem que jogar com o que você pode fazer. Se dá pra passar aqui no Cinemark, vamos passar, se dá pra passar nas escolas, vamos passar nas escolas. Faz o possível, mas não é exatamente uma situação boa!

Aqui em campo grande, tenho visto surgir bastante cineclubes, você pretende passar em cineclubes? E como fazer essa distribuição, não só desse, mas dos próximos curtas?

Os cineclubes. É uma alternativa super viável, acho que é uma das grandes opções que a gente tem de trabalhar. Com certeza, vamos passar em cineclube também e a gente tem o Fora do Eixo que é uma organização que está surgindo agora, que tem toda uma rede de cineclubes, que eu acho que está crescendo bem. DF5. É exatamente. E poxa é um caminho super viável que você bota o filme em circulação por vários cineclubes pelo Brasil. Enfim eu acho super bacana participar de cineclube.

O filme trata de um relação adolescente mas não é só para adolescente, qual seu olhar sobre o filme?

É sobre adolescente! É realmente, você está me confundindo. Eu quis fazer assim a gente tem uma certa ingenuidade na adolescência, mas essa ingenuidade traz uma certa dor também né? É um jogo que a gente está descobrindo certas coisas e também começa a descobrir a dor, a gente fica machucado. Com certos sentimentos. Parecem tão puros e ingênuos. Para mim, era muito importante retratar de uma forma, sei lá, que dê pra sentir uma alma ali, uma veracidade, essa situação do adolescente. Assim, você quando tem um sentimento, você gosta de alguém, você não sabe, exatamente, o que fazer com ele, o que transformar, o que fazer desses sentimentos. Por que você vê as referências de televisão, tudo parece que é super simples né? E tudo ao redor! E aí chega na hora, você não entende mas por que é tão difícil?! Eu não sei. Eu acho que seria um pouquinho de angustia junto com essa ingenuidade. A ingenuidade trazendo também um pouquinho de dor. Isso ae. Do ponto de vista da historia.

Por que filmar em campo grande?

Ah, por que Campo Grande é minha segunda cidade, eu sou de Aquidauana, mas Campo Grande sempre foi a cidade que ia fim de semana, sempre era. Eu acho assim filmar em casa tem um sabor especial. Você pode, acho que essa historia pode tranquilamente passar em qualquer cidade, assim, não vai alterar os rumos da estória. Fazer cinema em casa tem um gosto bastante especial dá um orgulho. Poxa! É onde você se sente mais confortável, né? São ruas que eu realmente passei na minha vida, são coisas, locais que eu conheço eu vivi. Para mim como realizador dá um gostinho a mais, mas faz diferença!

E algumas palavras pra quem está começando e pra quem gosta.

Primeira coisa que você tem que ter é perseverança. Não! O primeiro de tudo: você tem de gostar, né? Gostando muito você tem que ser muito paciente, viu? Às vezes não dá certo de cara. Até você entender mais ou menos como é que funciona o mundo de uma forma razoável, que você pode ter uma autonomia. O que fazer. Por que a primeira coisa é saber o que fazer. Não é tão fácil quanto parece! A gente diz “ah vou fazer filme”, mas não é exatamente bem assim, né? Então a agente vai se estruturando aos poucos, a recomendação maior é ter perseverança, ter senso crítico e procurar melhorar sempre. E você vai vendo os meios de exibição, que seja Youtube, o que for mais condizente com o seu estado atual e o que você pode fazer no momento. Se você tem uma camerazinha: filmar e botar na internet,faça isso! Se você tem uma condição de fazer uma coisa um pouquinho maior: faz um pouquinho maior. Mas é isso ai! Sempre com vontade, perseverança, acho que é a única coisa que dá pra falar!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A ARTE DO COMUM!

Em tempos de imagens e video e milhões de informações não queremos inventar a roda então segue video da revista do cinema brasileiro com Neville D'almeida





A Najon tem o mesmo intuito do que Neville diz: "que arte é transformação, a arte é transmutação, é não ficar preso... a arte é para o povo", e seja ela boa ou ruim, pagã ou religiosa de que forma for a Najon, quer mostrar, quer interagir, quer fazer, quer comer, quer sentir essa arte. Se ela vier da cultura local, ou da cultura de fora, se ela vier de uma mente ou de duas mentes ou de três mentes, insanas ou "normais". Que ela seja explorada pelo humano que há em todos os humanos, em todos os cães, gatos, pássaros, mineral ou vegetal!
E especialmente dar suporte para que essa Arte seja reconhecida e valorizada!
O ano de 2009 e 2010 foi muito importante, digo particularmente, sou um grande fã de todas as manifestações artísticas, do simples desenho ao complexo cinematografo, e pude participar de duas produções de cinema, na realização de um festival, e uma intervenção teatral graças ao meu interesse, claro! E nisso pude perceber e conhecer gente que faz arte ou que faz cultura ou que só ajuda ou que faz tudo isso junto! Alguns ganham e amam, alguns trabalham e amam, e alguns apenas amam. Todos eles profissionais no que fazem ou estudantes dedicados. Uns são desde de pequeno, outros já começaram grandes, uns pela vida inteira, alguns pela metade da vida, outros por um curto período. E isso me fez ver o grande universo que é a arte! Seja ela para entreter, educar, vender ou junto a várias áreas de conhecimentos em que pode ser utilizada. Também vi o quanto essa arte, essas pessoas não aparecem no médium de forma critica e interessada. Mas há pessoas que trabalham para isso acontecer e espero que a najon seja mais uma força para impulsionar a vivência da arte produzida aqui ou no mundo! Fazer isso juntando quem faz!
Para que as pessoas revivam a prática dos modernistas do começo de século XX de conhecimento, educação,e a sua antropofagia, "comer" o que acha que é bom para você na Arte, e numa prática pós modernista de começo de século XXI, utilizando todas as novas e velhas ferramentas de comunicação: compartilhando isso com todos que partilham dessa idéia! Eu sou apenas um estudante de artes e farei o possivel para colocar aqui e em todos os lugares possíveis o que os artistas de campo grande fazem, onde fazem, como fazem e como nós podemos consumir essa arte!
Espero contar com todos os artistas daqui e de fora, (amigos ou inimigos!!) com artigos, entrevistas, e sua produção. E que possam contar com a NAJON!
É com essa idéia que se formou a Najon espero que ela possa ser lhes útil de alguma forma! como disse no começo do texto não quero inventar a roda mas se posso fazer uma... que seja da utilidade de muitos!
E segue também um video sobre as relações politicas do Brazil e a "TV" por uma empresa inglesa, o video tem 1:30:00 de duração recomendo assistir com pipoca e um refri!
E pra terminar a Najon apoia o movimento do Teatro: A UM PAÇO DA ABERTURA! Com cobertura exclusiva! Você vai clicar por aqui!!!
E repudia qualquer forma de repressão ou intimidação que surgem de um poder público que acolhe a decisão de uma pequena elite empresarial e detentora de quase todas as formas de comunicação como ocorre com a "lei do silêncio", a mudança do local de carnaval e até mesmos mudanças como da feira livre de lugar por caprichos de uma "organização religiosa", a retirada dos trilhos e outras "mudanças"que não são "vistas"!
Agradeço sua visita aqui e espero que volte!

Thiago Menezes de Albuquerque*





*nome "artistico" num post próximo talvez eu diga o por quê!