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segunda-feira, 24 de julho de 2017
Luz e emoção - falando sobre iluminação cênica
Em janeiro deste ano, 2017, A iluminadora Camila Jordão trouxe à Campo Grande um curso de iluminação para teatro. A gente foi até lá e gravamos duas entrevistas com muito conteúdo e boas trocas de informação sobre as técnicas, método de criação e mercado de trabalho. Confira:
domingo, 4 de novembro de 2012
II Seminário de pesquisa teatral
Parte
essencial para do trabalho do ator esta no reconhecimento dos
clássicos, na pesquisa da história da sua arte e dos seus
principais vultos. Com esta fala a professora Maria Adélia Menegazzo
iniciou o II Seminário de Pesquisa teatral da UFMS. O evento foi uma
oportunidade para os alunos da Oficina de Teatro estenderem, além
das atividade das aulas, outras práticas somando se a isso a
oportunidade de conhecer outros profissionais e outros aspectos que
contribuirão com o resultado que está sendo desenvolvido, um
espetáculo com cenas adaptadas de contos literários. O que ela, a
professora, define como “tradução”, esse passar de uma
linguagem a outra, não apenas o aspecto de adaptação da estória
mas o que é próprio do literário passado para a arte da encenação.
Para
a aula Maria Adélia tirou de sua bolsa vários livros de contos, Mil
e uma noites, Fábulas Italianas do Calvino, micro contos e narrou
uma variedade para exemplificar como eles se estruturam, como criam
expectativas no leitor, os elementos e o sujeito narrador.
Esta
não foi a primeira vez que a professora contribuiu para o teatro, a
alguns anos atrás, quando a Oficina de Teatro da UFMS era ministrada
pelas atrizes Aline Duenha e Michelly Dominiq, a experiência da
professora ajudou na pesquisa sobre commédia dell'arte e
a adaptação da obra Fabulas Italianas.
Em
outra etapa do Seminário houve o contato com as artes plásticas, os
alunos Luan Luigi e Wellinton Arruda, acadêmicos de Artes Visuais,
ministraram uma oficina de máscaras de gesso, que fará parte da
composição de figurinos do espetáculo.
No
segundo dia foi oficinas de práticas com dois tipos de técnicas
teatrais. A primeira foi o processo denominado de “Despressurização”,
do grupo Tá na Rua do Rio de Janeiro, aplicada por mim. Comecei
contando uma fábula chinesa “Xuá-Xuá, a fêmea pré-humana que
descobriu o teatro” tirada do livro Jogos para atores e não-atores
de Augusto Boal, e, após essa contação, iniciei o processo que
estimula a criação através da música levando a exaustão de
movimentos e a reconhecimento da capacidade corporal de criar de
receber estímulo em grupo, incansável. Finalizei o processo pedindo
que eles materializassem a sensação com um desenho.
Outra
técnica foi aplicada foi a arte da palhaçaria. A atriz Glaucia
Pires explicou, com muita paixão, segundo os alunos, a filosofia do
palhaço e o que significa seu nariz, aplicou alguns jogos, que são
fundamentais para o trabalho do ator: a atenção e a generosidade.
Primeiro: atenção, a brincadeira é “Você sabe o que são
nhãn-nhas?” onde cada um numa roda ia acrescendo mais um movimento
ao responder “aaah! Isso são nhãn-nhas!”. Depois generosidade:
duas filas, um olhava para o outro, e após este olhar cada um dava
um presente para seu amigo, este presente seu resumia a uma palavra
com toda significação pragmática que ela representa. Por fim um
“iuuuupiiiiiiiiiii”, um de cada vez corria até a platéia e numa
explosão de energia gritava um “iuuuuuupiiiiiii!!!!” e olhava
nos olhos de todos a sua frente.
O
Seminário foi uma grande troca de experiencias para todos, uma
oportunidade breve e única registrada por todos os alunos de forma
diferente e muito especial de todas as maneiras. Extraído da fábula
de Xuá-Xuá: “O Teatro é isso: a arte de nos vermos a nós
mesmos, a arte de nos vermos vendo.”
Ana Paula Revoredo
Acadêmica de Letras e coordenadora do projeto Oficina de Teatro da UFMS
sábado, 27 de outubro de 2012
Inocência das Borboletas
No palco casulos feitos de açúcar, duas mulheres e um narrador para contar a história escrita no século XIX por Visconde de Taunay. Inocência é uma adaptação feita pelo coletivo Corpomancia que, depois de passar por escolas da capital, apresentou-se na segunda Bienal de Teatro de Campo Grande. Quem esteve lá presenciou uma experiência estética delicada, agradável e leve. Ao fim da apresentação tive a oportunidade de conversar um pouco com o grupo sobre o processo de criação da obra, como se chegou àquelas formas de dança e movimentos, situações criadas entre personagens e atores (mãe e filho), a narração quase didática e a presença de uma borboleta deliciosamente colocada em todas as nuanças e transformações do palco, do ambiente e dos corpos.
De onde surgiu a ideia?
"A história começou
porque a Paula, diretora e criadora, tem uma relação próxima com o
livro porque o pai dela foi promotor da comarca de Inocência e
colecionava edições históricas. Em 2006, Paula era bailarina do
Ginga, e a companhia foi convidada a participar do lançamento de uma
edição histórica comentada pelo professor Hildebrando Campestrini. A ideia não vingou, mas ela guardou-a. No ano passado, conversamos sobre o projeto e decidimos retomá-lo. Iniciamos uma pesquisa em vídeo-dança, e
ela queria ligar a proposta à questão da luta da mulher, para isso utilizamos
até o kung-fu. Neste ano, escrevemos um projeto e através da FUNARTE
conseguimos o financiamento para iniciá-lo, só que então a Paula
engravidou, houve mudanças e entraram outros atores. Para simbolizar a relação entre pai e filha que há no livro, invertemos a situação e mostramos a relação mãe e filho, comigo e o Guilherme. Também chamamos a
Camila e desde fevereiro trabalhamos neste projeto."
Renata Leoni
"O Taunay tinha essa
visão de vivenciar o ambiente, e o livro é muito descritivo. Eu
também não li o livro e sei muito sobre ele por causa de todo esse
processo. E nessa personagem "científica", o biólogo, o que fica de mais importante é
a experimentação com o corpo. Perguntamos: se Taunay
estivesse vivo, sobre o que ele escreveria? A obra é de 1872, e
nós a atualizamos, trazendo para nossa época temas que achamos que ele trataria."
Franciele Cavalheri
"Quando ele passou por aqui, tinha essa questão das meninas serem prometidas desde cedo. E sempre nos perguntando por que essa obra nos importa hoje?"
Camila Emboava
Sobre a dança, o teatro, o hibidrismo...
"Eu venho de uma
experiência com o Maria Madalena, e as pessoas vinham perguntar o que
era. Esse era o primeiro questionamento: isso é dança? E chamaram
de teatro contemporâneo, teatro da dança, dança-teatro. Meu
argumento é o seguinte:
nossa formação é de dança, tenho alguma formação em teatro, talvez uns dez por cento. E a gente aproveita isso. Por exemplo, o Guilherme fala na peça como ele fala normalmente, no dia-a-dia. Não temos treinamento para ator, e é muito bom quando somos reconhecidos como teatro."
Francielle Cavalheri
O kung fu na dança
"A Paula já havia experienciado com o corpo o treinamento com o professor Dirceu. Como o kung fu tem katis (movimentos essenciais da luta) baseados em animais, queríamos criar um kati por causa da borboleta que é descoberta no livro: papilus inocentis. Pelo lado da Inocência, vimos a luta da mulher, então treinamos e construímos, junto com o Dirceu, um kati da borboleta."
Renata Leoni
Quem quiser descobrir mais sobre o Corpomancia, sobre Inocência e todo o processo de construção, acesse o site do coletivo http://corpomancia.blogspot.com.br/.
Thiago Moraes
Najon
terça-feira, 23 de outubro de 2012
OFIT - A Serpente
Com o espetáculo "A Serpente", baseado no texto homônimo de Nelson Rodrigues e direção de Nill Amaral, a cia. OFIT (Oficina de Interpretação Teatral) ganhou o Prêmio Myriam Muniz e com apoio do FIC-MS, há quase dois anos, está em cartaz circulando dentro e fora do estado.
Este ano o autor completaria 100 anos. Considerado um dois maiores dramaturgos brasileiros, escreveu para teatro, tv e algumas obras foram adaptadas para o cinema. A OFIT teve a oportunidade de participar da comemoração do centenário passando por alguns estados e cedeu alguns minutos nos bastidores para contar como foi trabalhar para construir "A Serpente".
Thiago Moraes
NAJON
sábado, 22 de setembro de 2012
Campo Grande é do Teatro!
Não quero puxar a brasa para a sardinha de ninguém, muito menos apontar o que é bom e o que é ruim. Tenho apenas o intuito de fazer uma visão geral da produção de teatro em Campo Grande, uma espécie de panorama, por isso alguns nomes de grupos do teatro da cidade aparecem com mais destaque. Uma análise crítica ficará para um artigo futuro!
O teatro está dentro de Campo Grande: seja no circuito comercial ou no marginal, a cidade gosta de ver o corpo em cena. Em julho aconteceu a 4º Pantalhaços, trazendo palhaços de vários cantos do Brasil e também da América Latina. O evento demonstrou que a cada edição vem se tornando mais sólido e agregando valor não só para a cidade mas à pesquisa e à produção da palhaçaria. Os grupos Circo do Mato e Flor e Espinho são os realizadores do festival e, além da palhaçaria, desenvolvem outros tipos de dramaturgia, apresentando-se em palcos nacionais e internacionais. O evento trouxe resultados da pesquisa acadêmica "Mostra Itinerante" e o registro fotográfico de edições anteriores, projetos de Larissa Pulcherio. Agora no dia 25 de setembro o Flor e Espinho estréia Godgle.
Logo depois foi a vez do teatro de rua tomar a cidade. Em agosto, o Imáginário Maracangalha levou teatro às praças da cidade abordando temas diversos e de várias formas. A "3ª Temporada do Chapéu" provocou, encantou e ocupou espaço no cenário cultural da cidade. Durante uma semana o público pôde apreciar espetáculos de grupos de todo o estado, entre eles M'Boitatá e Desnudos Del Nombre, além do próprio "Maraca" e Flor e Espinho.
E em setembro Campão foi agraciado com a 2ª Bienal de Teatro realizada pelo Mercado Cênico, que mostrou e demonstrou toda a capacidade e diversidade do teatro contemporâneo. Música, dança, vídeo e todo tipo de tecnologia usada em cena para criar um outro mundo possível. Passaram por Campo Grande: Denise Stocklos, Teatro para Alguém, Corpomancia, Ginga, Teatro que Roda, BR S.A e Trio de Tantas. Ao final ainda houve um belo show teatral de Lilian Maira.
Estes três festivais foram muito bem-recebidos pelo público campo-grandense e demostram que Campo Grande têm qualidade de produção, colocando a cidade no mapa do teatro brasileiro sem dever a nenhuma outra capital metropolitana. Destaco também que esses festivais só foram possíveis, com patrocínio ou sem, pelo trabalho que todos esses agentes culturais desenvolvem há anos, criando condições para circular no estado e fora dele!
Outros grupos independentes também apresentaram trabalhos que resultaram em reconhecimento estadual e nacional, como o "Cala a Boca e Grita", de Jair Damasceno, que foi apresentado em mais de uma cidade no estado, e "A serpente", da Cia OFIT. Esta última com esse trabalho de dois anos, já percorreu o território nacional participando do festival "Amazonia das Artes" e "100 anos de Nelson Rodrigues".
Campo Grande insere-se no mapa e na produção cultural e artística nacional e internacional, e não só na área teatral: temos músicos, cineastas, artistas plásticos e produtores que são referências estaduais, nacionais e internacionais. Este ano ainda teremos outros festivais como FUC e o FAT para demostrar todo o potencial de campo grande na área artística. Outro fruto do trabalho desses agentes é a participaçao na formulação da Carta de 1% da Cultura, criando um compromisso dos gestores da cidade para com as artes!
Há muita coisa para se falar sobre esses produtores, outros festivais que não foram citados e outras produções que ficaram de fora. Também não desprezo as produções do mainstream, como Branca de Neve e os espetáculos que só o SESC traz para a cidade. E isso será feito e muito discutido por aqui, mas por hora quero agradecer a todos os artistas de Campo Grande e de fora por colocarem mais vida e mais cor nas ruas morenas!
Thiago Moraes
NAJON
sábado, 15 de setembro de 2012
Sarobá Paz e Amor
O evento realizado pelo Teatro Imaginário Maracangalha - abriu suas atividades ontem, 14 de setembro, com o Seminário Arena Aberta: Contracultura na contramão da realidade. Os convidados foram Daniel Abrão, doutor em Letras da UEMS, e Eduardo Ferreira, músico e ativista cultural de Cuiabá-MT.
Depois da saudação feita pelo ator Fernando Cruz em nome do Teatro Maracangalha, Daniel Abrão fez um relato histórico da contracultura, trazendo-a para a cena presente, numa abordagem que ele chamou de "o legado da contracultura". Para o professor, essa corrente é atemporal e passou a significar mais uma visão de mundo, uma atitude, do que somente uma categoria estética.
O músico Eduardo Ferreira, que participou por meio de conexão em vídeo, falou de sua experiência como artista ligado à contracultura e da necessidade de resistência diante da mercantilização da arte. Ele também apresentou algumas músicas, tocadas ao violão, e desafiou a plateia a acompanhá-lo em vivas "à desordem".
Entre o público, gente da academia e das ruas; da mídia, dos movimentos artísticos e sociais. Os presentes se manifestaram após as falas do professor e do músico, gerando um debate dinâmico, que se estendeu pela noite. Por fim, ao som de "Maracangalha", de Dorival Caymmi, houve dança e saudação coletivas.
O evento continua hoje, 15, com teatro, música, dança, apresentação de artes visuais, varal de poesia e intervenção artística (veja programação abaixo), a partir das 17h, no Lagunas Bar (Av. Euller de Azevedo, nº 27).
SÁBADO - 15/09
Teatro:
Teatro Imaginário Maracangalha
figurinos de Fábio Maurício
Música:
Adão Reis e Kurikaka, Bossa que Samba,
Circo de Baco
Dança:
T´ikay e Quizumba.
Artes Visuais:
Gheva e o Paraíso.
Varal de Poesias:
Lobivar Matos e Daniel Guazina.
Intervenção:
Edna Maria
Por Ana Claudia Salomão Da Silva
Teatro Imaginário Maracangalha
figurinos de Fábio Maurício
Música:
Adão Reis e Kurikaka, Bossa que Samba,
Circo de Baco
Dança:
T´ikay e Quizumba.
Artes Visuais:
Gheva e o Paraíso.
Varal de Poesias:
Lobivar Matos e Daniel Guazina.
Intervenção:
Edna Maria
Por Ana Claudia Salomão Da Silva
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Bienal de Teatro: entrevista Patrycia Andrade
Segundo dia de Bienal, a peça "Solo( mas não só)", monólogo com Patrycia Andrade, do grupo Mercado Cênico, apesar de intimisata, fez o público sorrir com as indagações e vertigens apresentadas no palco. Como o próprio nome diz, a atriz representa um solo mas acompanhada de um músico e seu violino, além é claro da presença do público no palco. Patrícia concedeu uma breve relato de como concebeu seu monólogo em que cria, atua e dirige!
Como surgiu "Solo (mas não só)"?
Este trabalho veio de uma necessidade artística minha.
Trabalho com o Mercado Cênico, sempre com o Vitor Hugo dirigindo e depois com uma
criação coletiva: todo os atores colaborando entre si. Mas eu queria um trabalho
próprio, uma dramaturgia própria que falasse do meu universo, o universo feminino, das minhas inquietações, do que passava durante
esse período. Em 2010 fiz um workshop em São Paulo e tive a oportunidade de
ficar em uma colina, longe de tudo. Foi num encontro entre 12 pessoas que a
gente se descobriu artisticamente e até espiritualmente! A partir daí eu pensei em fazer meu próprio
espetáculo, minha própria dramaturgia. São 15 anos de carreira, de teatro, e
senti que esse seria o momento para ter um solo, que seria a minha linguagem.
Quero que as pessoas se identifiquem e saibam, também, que eu sou personagem
através do meu pensamento e da minha estética. Então veio essa poética! Conheci
dois grandes poetas, a Patrícia Sampaio e o Edson Marques, que tratam da
liberdade humana, de sair do lugar comume e das amarras que a sociedade
impõe para ser livre como pessoa, sem ter medo de ser feliz. Daí nasceu uma
dramturgis a que chamo de dramaturgia do desejo, porque esse é o meu desejo
como artista: encontrar pessoas que são testemunhas dessa vertigem, dessa
personagem. Acabam por entrar no inconsciente dela, que é aquela sala fechada! Este trabalho é recente, estreou em junho na Casa de Cultura
Colaborativa e só está começando! Terá vida longa!
Foi um peso e um peso a mais: apresentar no mesmo palco que
Denise Stoklos, cujo trabalho também fez parte da minha busca pela minha dramaturgia. Quando
fiz o workshop, era baseado no método da Denise, e eu "descobri" isso: farei um
solo! Por que solo? Porque eu sou minha
própria diretora e minha própria autora. Será que sou capaz disso? Foi um
desafio pra mim! A Denise surgiu como uma mentora nesse sentido. Fiz uma oficina
com ela também e só me abriu para esse caminho: posso fazer qualquer outro tipo
de trabalho, mas sabendo que eu sou dona da minha dramaturgia, que tenho meus
desejos e posso arriscar também! Teatro de rua, palco,
drama, comédia e nesta altura da vida arriscara. Antes tinha muito medo,
queria sempre acertar. Agora eu quero errar e aprender com isso!
Ficha Técnica de Solo (mas não só)
Criação e atuação: Patrycia Andrade
Assessoria Artística: Vitor Samudio
Figurino: Luiz Gugliatto
Violinista: Caio Fortunato
Iluminação: Cadu Fluhr
Maquiagem: Helder Marucci
Fotografia e Projeto Visual: Helton Perez
Produção: Vitor Samudio
Realização: Mercado Cênico
Thiago Moraes
NAJON
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Começou a Segunda Bienal de Teatro!
A bienal de teatro já começou, e tive a oportunidade de participar de oficina "Ator essencial", além de poder presenciar a pesquisa que o Trio de Tantas desenvolve e me deliciar com toda a essência de Denise Stoklos!
O Trio de Tantas apresentou sua experiência no corredor lateral do camelódromo. Formado pelas professoras universitárias Juliana Gurgel, Cristiane Araújo e Gabriela Salvador. Duas mulheres usando vassouras com panos translúcidos tapando o rosto, limpam o chão por onde passa a professora ditando frases, indagações e questionamntos sobre a arte de ensinar. Elas continuam a limpar e é chegado a hora da professora também ser limpa!
A performance apresentada pelo trio intriga ao tocar num assunto em voga recentemente: a educação; e ao colocar a persona do professor, ao mesmo tempo como algo central, é para ser limpa! De baldes, ao redor da professora, elas retiram a água que limpa, purifica e benze para que a pele receba as palavras escritas pelo público. Após ser manuseada, escrita e totalmente invadida a outrora educadora é abandonada a própria sorte!
À noite foi a vez de presenciar toda a essência de Denise Stoklos. Com uma carreira de 40 anos e reconhecimento de crítica, acadêmico e de público, faltou cadeira dentro do Aracy! No palco não sabia-se quem era: atriz, personagem, narrador ou diretor? A certeza era de que existia um mundo completo, cheio dos mais diversos detalhes, uma cidade com todos os seus problemas e suas diversas personas dentro de apenas um corpo. Apenas ela e alguns apoios de partituras.
Bartleby, o escriturário é o texto de Hermam Menville tranformado em dramaturgia através da "fita de Morbius", mas se quiser saber mais da obra pode ver aqui. Dica: dê uma lida em todo o site e adentre dentro dessa figura por que vale muito a pena!
E hoje ainda tem mais com Patricia Andrade no espetáculo Solo(mas não só) e até dia 16 de setembro a Bienal traz dança, video e um mundo de possibilidades dentro do teatro! Eu vou e você? Prefereria não? Confira a programação.
Thiago Moraes
NAJON
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
F.A.T. 4.0 e BIENAL CENAAGORA
Campo Grande recebe no mês de Setembro dois festivais de grande porte! O primeiro já deu seu ponta pé inicial com grande estilo.
"A primeira edição foi Cena do Mato e esse ano chama-se Cena Agora, e é uma coisa que procuramos manter: cada bienal abordar um tema. Neste ano focamos na produção contemporânea, no hibridismo, etc. Os espetáculos e as oficinas, de uma certa forma, dialogam com outras linguagens: audiovisual, dança, música até com o próprio rádio como o espetáculo do La minima! Então essas linguagens fundem-se na vida cotidiana, na arte, com certeza, exerce uma influêcia muito grande. A ideia da Bienal este ano é trazer a questão da pesquisa em linguagem contemporânea. A gente faz a bienal pra cidade, mais do que para os artistas! Contemplar Campo Grande para que ela, a cidade, possa absorver e consumir a Bienal!"
VITOR HUGO
mercado cênico
Além do Grupo La minima ainda passam pela Bienal Denise Stoklos, Teatro Que Roda, Denis Camargo, Conectivo Corpomancia, Teatro para Alguém, além de cinema, festa no Lendas Pub e música boa com Lilian Maira e os Caramujos!
As oficinas são gratuitas, interessados enviar curriculo, de 10 linhas, para contato@mercadocenico.com.br. Podendo inscrever-se nas 3 oficinas pois são horário diferentes.
E final de setembro acontece o F.A.T. 4.0! Em sua quarta edição o Festival de Arte e Tecnologia traz 3 oficinas, 3 palestras, 18 comunicações, uma mostra de artes e video.
Este ano, com patrocínio da Funarte, o F.A.T. trará uma oficina pré-evento de Videomapping com Henrique Roscoe! E também "Um Laboratório de Humanidades no Contexto da Civilização Tecnológica" com Josemar de Campos e Kamilla Golin, "Tratamento de Imagem Fotográfica com uso de Software Livre" com Alexandre Sogabe e "A imagem Estereo 3D" com Helio de Souza e Sara Grubert.
A oficina pré-evento é gratuita, todas as outras há uma taxa de R$ 20,00. Considerando o número de
vagas limitado em cada oficina,
os interessados em inscrever-se em oficinas devem, antes de efetivar o pagamento
da taxa de inscrição , enviar o furmulário de inscrição preenchido para
o e-mail fat.ufms@gmail.com
solicitando confirmação de vaga. Após o recebimetno da confirmação deverão
efetivar o pagamento da inscrição e enviar o comprovante de pagamento para o
mesmo e-mail, dentro do prazo de 48 horas, para confirmação de efetivação da
inscrição. Entre no site do festival para formulário, informações de depósito e confirmação.(só clicar nas imagens)
O Festival abre as portas para o público no dia 24 às 19h e todas as atividades serão dentro da UFMS. As mesas de comunicações, mostra de artes, de audiovisuais e conferências são abertas ao público(com taxa de R$20,00 para certificado nas conferências).
O F.A.T. é uma realização dos cursos de Artes Visuais e Música, programa de Pós Graduação em Linguagens, CCHSe PREA da UFMS em parceria Desafios Contemporâneos, FUNARTE, Ministério da Cultura e SESC-MS. O IESF e Najon apoiam o festival!
Além de apoio a NAJON estará todos os dias no Festival, trazendo o que de mais interessante passar por lá, além de relatos das oficinas e algumas surpresas que preparamos para vocês!
NAJON
Thiago Moraes
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Festival de Inverno de Bonito
Festival de Inverno de Bonito. Visão
de espectador
Na última
semana, do dia 25 a
29 de julho, o estado prestigiou o Festival de Inverno de Bonito. Um evento
rico em cultura e arte, onde música, dança, teatro e artes plásticas se
encontram dentro de uma celebração que atrai gente do mundo inteiro, com programação
diversificada, em que público e artistas podem usufruir de muita informação.
O homenageado
desta edição foi o poeta Manoel de Barros, que tinha uma avenida inteira
dedicada à sua obra, com biografia, trechos de poemas e trajetória de produção.
O festival se apresentou bem organizado, os eventos bem-localizados e de fácil
acesso, contando ainda com boa estrutura de transporte para os que aconteciam
em lugares menos acessíveis.
Havia dois
espaços para a produção de artesões de todo o Brasil e do mundo se tratando de
nossa espanholinha querida. Um era o Mercado Mundo Mix, onde a Najon esteve
presente todo o tempo, no estande da Mar-elia, e o outro, o pavilhão das artes,
em que vários artistas puderam expor seus trabalhos.
As atrações
musicais, sempre muito ecléticas, contemplaram vários estilos, do sertanejo ao
rock; artistas nacionais e regionais alegraram o público e deram o ritmo do
festival.
Com artistas
profissionais, amadores, famosos e anônimos o festival se fez bonito na cidade
de Bonito.
Além do Festival.
Andando pelas
ruas de Bonito, pude observar algumas crianças que caminhavam vestidas de
palhacinhos e chamaram minha atenção pela quantidade. Por meio delas, conheci o
INSTITUTO INTERNACIONAL VISÃO DE VIDA, um projeto que tem como objetivo aproximar
as crianças das atividades culturais, circenses, musicais. A entidade tem uma
estrutura que atende em dois turnos, sempre alternando com os horários escolares,
e o projeto exige que todos estejam com boas notas para participar de
apresentações. Ótima iniciativa para estimular a cultura e a arte entre a
infância e a juventude, o que proporcionou
a participação da galerinha na abertura do festival.
Mercado Mundo Mix. Estande da Mar-Elia
Mercado Mundo Mix. Gente importante.
Exposição de Claudio Tozzi. Serigrafia
Pavilhão das artes. Artesanato sul-mato-grossense
Galeria de Bonito. Exposição de artistas locais
Teatro de Rua: Tekoha – Grupo Teatro Imaginário Maracangalha
Show da Marrom
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