Em julho Campo Grande recebeu a IV Pantalhaços, foram 9 dias de muita alegria, risos e palhaçadas. Passaram por Campo Grande companhias de todo o país. Abaixo você confere um video-registro do que aconteceu:
Se quiser saber mais acesse: pantalhacos.blogspot.com.br!
NAJON
Thiago Moraes
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
IV PANTALHAÇOS
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Festival de Inverno de Bonito
Festival de Inverno de Bonito. Visão
de espectador
Na última
semana, do dia 25 a
29 de julho, o estado prestigiou o Festival de Inverno de Bonito. Um evento
rico em cultura e arte, onde música, dança, teatro e artes plásticas se
encontram dentro de uma celebração que atrai gente do mundo inteiro, com programação
diversificada, em que público e artistas podem usufruir de muita informação.
O homenageado
desta edição foi o poeta Manoel de Barros, que tinha uma avenida inteira
dedicada à sua obra, com biografia, trechos de poemas e trajetória de produção.
O festival se apresentou bem organizado, os eventos bem-localizados e de fácil
acesso, contando ainda com boa estrutura de transporte para os que aconteciam
em lugares menos acessíveis.
Havia dois
espaços para a produção de artesões de todo o Brasil e do mundo se tratando de
nossa espanholinha querida. Um era o Mercado Mundo Mix, onde a Najon esteve
presente todo o tempo, no estande da Mar-elia, e o outro, o pavilhão das artes,
em que vários artistas puderam expor seus trabalhos.
As atrações
musicais, sempre muito ecléticas, contemplaram vários estilos, do sertanejo ao
rock; artistas nacionais e regionais alegraram o público e deram o ritmo do
festival.
Com artistas
profissionais, amadores, famosos e anônimos o festival se fez bonito na cidade
de Bonito.
Além do Festival.
Andando pelas
ruas de Bonito, pude observar algumas crianças que caminhavam vestidas de
palhacinhos e chamaram minha atenção pela quantidade. Por meio delas, conheci o
INSTITUTO INTERNACIONAL VISÃO DE VIDA, um projeto que tem como objetivo aproximar
as crianças das atividades culturais, circenses, musicais. A entidade tem uma
estrutura que atende em dois turnos, sempre alternando com os horários escolares,
e o projeto exige que todos estejam com boas notas para participar de
apresentações. Ótima iniciativa para estimular a cultura e a arte entre a
infância e a juventude, o que proporcionou
a participação da galerinha na abertura do festival.
Mercado Mundo Mix. Estande da Mar-Elia
Mercado Mundo Mix. Gente importante.
Exposição de Claudio Tozzi. Serigrafia
Pavilhão das artes. Artesanato sul-mato-grossense
Galeria de Bonito. Exposição de artistas locais
Teatro de Rua: Tekoha – Grupo Teatro Imaginário Maracangalha
Show da Marrom
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Mostra "Brincando de Verdade"
Em 2009 o artista plástico Paulo Mendes Farias esteve aqui no Estado como participante do Salão de Artes e este ano ele passou por aqui novamente, desta vez como curador do Salão 2012. Apresentando uma pequena mostra de seus trabalhos, alguns feitos especialmente para Campo Grande, além dos resultados da oficina "Organizando O Caos" que aconteceu no Centro Cultural Octávio Guizzo.
Com uma carreira de 40 anos, trabalha com um universo onde utiliza a apropriação de objetos para o desenvolvimento de sua própria linguagem. "...trabalhei com jornal velho em 83. Fazia esculturas de jornais, enormes, mas tudo assim: eu empilhava jornal. Tudo dentro da minha caligrafia, do meu universo."
O artista plástico está com uma nova experiência, e por onde passa está colecionando brinquedos usados para a confecção de uma grande espiral inspirada no poema de Mario Quintana "As crianças não brincam de brincar, brincam de verdade!".
A mostra "Brincando de Verdade" fica no Memorial da Cultura e Cidadania até o dia 03 de Agosto, e pode ser visitado de segunda a sexta das 7:30 às 17:00 com entrada franca. O Memorial fica na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559.
NAJON
Thiago Moraes
Fotos por Thiago Moraes
terça-feira, 10 de julho de 2012
19° Festival MIX BRASIL
Final de semana Campo Grande recebeu o 19° Festival Mix Brasil!
Durante quatro dias no Museu da Imagem e do Som foram exibidos curtas e longas, além de workshops com diretores, jornalistas e produtores! Estivemos lá e entrevistamos os produtores Leandro Marques e João Federici. Também pegamos um pouquinho do workshop de Edson Bastos diretor do curta-metragem "Joelma".
Você confere as entrevistas no video abaixo!
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Exposição Cultura & Criações
A exposição Culturas e Criações, dos formandos e formados no curso do Senac, que abriu dia 21 de junho e vai até o dia 06 de julho no terreo da Fundação de Cultura de MS apresentou obras de bom gosto, confirmando a proposta da exposição. Obras dos mais variados tipo e formas e em diferentes contextos, são: telas, corseletes, vestidos, uma video instalação e gravuras mostrando a pesquisa e o material produzido pelos artistas.
Mariana Sena sugou referências do "Cão Andaluz" de Dali e Buñuel para criar seu primeiro vídeo, conclusão de sua graduação, exibido na mostra.
"Eu fiz a pós e eles me convidaram para expor novamente aqui. Fiquei bem feliz, aqui pude sair do armario! E eu sou sempre video, não consigo sair disso, mas aqui também apresento a primeira video-instalação. Meu primeiro video foi o Sub-solo da mente onde, inspirado no surrealismo de Dali e Buñuel, suguei do "Um Cão Andaluz". Já meu video-arte Repetições é inspirado na artecinética do filme O Inferno de Clouzot."
As fotos montagem de Mariana Gomes aborda o universo das pin-ups, através de fotografia e o uso de programas para edição.
" Por ser uma coisa do passado e as mulheres ainda serem vistas como objetos pelos homens, faço essa referência as pin-ups. Eu manipulo a imagem, confecciono a foto pensando nessa luz e depois monto adequando a alguns cenários com referencias da Pop Art"
Utilizando, também, pin-ups como referência, Thyanne Oliveira apresenta vários corsetes cheios de brilhos e formas sinuosas.
Usando a roupa como suporte e o corpo como vitrine Elaine Valdez apresenta sua pesquisa em vestidos utilizando a referência de Conceição dos Bugres e dos discos de vinil.
Thiago Moraes
NAJON
domingo, 24 de junho de 2012
Outside a Dream - vídeo dança 2011
"Outside a Dream" é uma vídeo dança que foi produzida na oficina Entre Corpos, oferecida pela Fundação de Culura do Mato Grosso do Sul no ano de 2011 do Projeto Dança em Foco, ministrada por: Lara Seidler e Leonel Brum. Além da produção, a oficina possibilitava o contato com conceitos básicos e discussões sobre vídeo dança, como também referências em vídeo dança.
A linguagem da vídeo dança é recente e, não tem como intuito ser um registro da dança. Nesse caso, a dança passou por um processo de hibridação de linguagens com o audiovisual ampliando suas possibilidades.
Esta vídeo dança foi produzida por: Breno Benetti, José Henrique Yura, Manolo Schittcowisck e Pedro Yule; seu nome "Outside a Dream" significa "fora de um sonho" e sua narrativa é construída pelos movimentos das roupas, dos performers, junto as cores e as luzes. A trilha sonora foi montada com músicas da banda CocoRosie, colaborando na sua dramaticidade.
O universo onírico desta vídeo dança é referente a criação da roupa e toda sua expressividade enquanto coisa existente. O corpo dá lugar a visibilidade de seus adornos, mostrando sua necessidade de adornamento (ele tira a roupa e depois se pinta). A fantasia acaba ao ligar a luz branca novamente, deixando as roupas sem vida, tornando-as comuns e banais.
José Henrique Yura
NAJON
José Henrique Yura
NAJON
sábado, 7 de abril de 2012
Dialetos e As cores do Lugar! Mostras em exposição no MARCO.
Dia 20 de março abriu as mostras DIALETOS e AS CORES DO LUGAR no Museu de Arte Comtemporanea de Campo Grande. DIALETOS é uma iniciativa do artista plástico Paulo Henrique Silva e apresenta obras de várias artistas de MS, GO e DF e seus dialogos comtemporaneos. Já AS CORES.. apresenta a obra da artista aquidauanense Anelise Godoy que numa exploração do arenito de aquidauana mostra a variedade de cores e formas, em suas assemblagens e esculturas. Fomos na vernissage e pedimos uma palavra dos artistas que você confere abaixo!
Fotos por Daniel Reino
"A exposição surgiu da percepção de quando eu estive aqui, participando da comissão de premiação do salão de 2011, percebi algumas coisas em comum com o estado de Goiás, com Brasilia e que precisava fortalecer-se, criar esse intercâmbio, fazer com que essa vitrine circulasse no centro oeste. Então eu primei por princípios básicos, procurei as instituições locais pra me passar os mailings desses artistas que tivessem produção de 10 anos pra cá, e que tivesse uma tendência totalmente contemporânea, a partir disso comecei um processo de seleção de portfólios que contemplasse DF, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Infelizmente não consegui ter as pessoas de Mato Grosso devido a uma tendência diferenciada na produção deles. E de tudo isso resultou essa exposição de relações dialógicas que é esse dialeto imagético que vocês têm aqui."
Paulo Henrique Silva - curador
"Participar da exposição é uma honra. Com artistas tão bons e vários artistas que estudaram comigo é muito bom! A foto foi uma produção que fiz para o trabalho de conclusão de curso de artes visuais e na produção houve alguns problemas por que demanda dinheiro e tempo, mas contei com a ajuda de vários amigos e de alguns artistas que disponibilizaram material sobre moda da época, e então juntei meus estudos de iluminação e desenvolvi esse trabalho que é baseado na cinematografia noir. Minha intenção de fazer o trabalho com esse tipo de iluminação foi por causa da beleza dos filmes noir, o uso da iluminação para ajudar a contar a história e reforçar a narrativa. Como na época a luz também era feita com pouco recurso e com muito arrojo, do ponto de vista estético é bem interessante trabalhar a temática e esse tipo de iluminação. E os flash compactos oferecem uma luz que as pessoas consideram duras, bem concentrada e forte, que é bem parecido com o tipo de luz que usavam nos filmes! "
Daniel Reino.
"Tá sendo uma exposição muito boa, com trabalhos de peso dos estados de Goias, MS e de Goiana. E o Paulo Henrique fez um grande trabalho estou contente de estar aqui hoje, vendo o resultado de que o centro oeste tem
uma nova leva de artistas com trabalhos significativos. Esses desenhos partem de leituras que faço, e de certas marcações que faço durante a leitura. Ênfases, sobreposições, que acontecem nesse período depois eu passo pro papel vegetal e então num trabalho de composição, coloco um pouco de desenho aqui, outro ali, faz um intervalo. A arte na contemporaneidade ela tende a seguir um viés contrário e no mundo que a gente vive hoje tudo tem que ter um pra que, um objetivo, mas no meu trabalho o que fica importante pra mim é esse processo de pesquisa, e as vezes eu não sei onde vai parar e no final acaba tendo desdobramentos sobre o que é essa pesquisa."
Helô Sanvoy
"Eu parto de um suporte floral, não é uma tela branca, é um chitão floral que eu estico numa tela, num chassi. Eu uso apenas a tinta branca, e ao mesmo tempo, que pinto, eu apago o floral, mas deixo algumas linhas desse floral formando o meu desenho. Então não falo só desse desenho eu falo de um suporte, ao invés de usar uma tela em branco eu apago uma coisa e torno a tela branca então o que sobra é que acaba formando o desenho e também em alguns momentos eu uso a veladura e essa transparência que por mostrar o suporte. E em outros momentos o branco é mais compacto. E é muito interessante pra mim, participar da exposição, especialmente pelos artistas de Goiana estarem no meu ateliê desde domingo. Ficamos, praticamente em tempo integral, conversando, trocando experiências, e esse dialogo pode fazer a diferença podemos juntar forças!"
Ana Ruas
"A Dialetos pra mim foi uma surpresa! Quando a Ana Ruas convidou-me para mandar o portfolio para uma seleção eu pensei num projeto menor, mas depois que fui conhecendo o projeto do Paulo Henrique, o curador goiano que organizou a mostra, era uma coisa muito mais séria e mais ambiciosa! Ele fez uma seleção muito representativa de artistas que, não são só do agrado dele, são artistas que participam de salões, de programas como o rumos, ele buscou gente que tem um trabalho profissional como artista e que está inserido nesse meio, mas ao mesmo tempo, pela distancia do centro oeste, por essa não tradição que a gente tem acaba ficando perdido dentro deste contexto nacional. E naquela ideia de que a união faz a força ao invés de ser três estados com dificuldade para impor-se, um grupo de estados representando uma região, fazendo uma mostra, fazendo algo realmente representativo, se for olhar não tem nenhum elo fraco, todos os trabalhos são consistentes, interessantes, são todos profissionais de artes. Estou muito contente de participar da mostra e apesar de eu ser uma das poucas a não entrar nos últimos salões, participar aqui é uma honra. Meu trabalho que apresento na mostra, desenvolvo desde 2009 em pintura e trabalho com iconografia cristã sutilmente inserida em cenas contemporâneas, então eu faço uma pintura bem viva, bem alegre, propositalmente chamativa mas repleta de símbolos esquecidos. É um comentário sobre isso: o que é antigo, o que é novo? Será que uma leitura incompleta, que é o que muitas vezes caracteriza a arte contemporânea, não é uma prerrogativa só do novo, o velho também tem esse esquecimento? E você olha uma obra com uma leitura e existem várias outras possibilidades, e daí? Você pode continuar tendo sua leitura! O conjunto de obras ele é muito chamativo pictoricamente, mas ele traz uma terceira, uma quarta, uma quinta vista e pode não ter importância nenhuma nisso tudo!"
Priscilla Pessoa
"O convite para essa conexão com os estados foi muito importante, minha primeira exposição aqui no MARCO! E ao mesmo tempo, que trabalhava no meu TCC, eu tirava algumas fotografias e a partir delas, fazia alguns desenho que serviam mais como ilustração, um passatempo! Eu cortava os papeis e ia desenhando grafite sobre papel, e tinha alguns trabalhos em aquarela. A curadoria selecionou alguns para a mostra! Então começou como um passatempo que acabou sendo selecionado para a Dialetos!"
Thais Gambialti
"É a segunda vez que eu venho aqui em campo grande, eu vim fazer uma individual na sala preta do MARCO, sempre penso que apesar de ser de Brasília e são vários circuitos várias estradas que a gente percorre e quando o Paulo mandou o convite não fiz só questão de mandar as obras e de mandar trabalhos novos mas como eu falei “vamos pra lá, participar” e é muito legal por que é importante fortalecer laços, são pessoas da sua casa querendo ou não. Ver, conhecer quem tá do lado, aprender a ver os problemas e as vantagens que tem aqui no Mato Grosso do Sul, conhecer a produção dos amigos de Goiana. Esse lance da pesquisa ele é bem atual, acho que o artista ele tá mais afastado da certeza. Parece que quando você mostra uma obra, querendo ou não impõe quase uma certeza: eu fiz isso por causa disso! Tudo que você mostra é uma afirmação, é uma escolha. E hoje, principalmente a gente que é jovem, é isso, uma pesquisa mesmo. Direto as minhas séries, os títulos surgem mais pra frente. E essa série eu fiz agora em fevereiro, e ainda não tem titulo, não tem nome de série que ainda é lima pesquisa e provavelmente em goiana eu posso acrescentar mais desenhos ou tirar e isso reflete um pouco isso que a gente está mais tateando do querer impor coisas, dizer coisas. O que interessa mais, o pessoal hoje é mais a dúvida e essas coisas do que as afirmações, as certezas e jargões!"
Vírgilio Neto
AS CORES DO LUGAR
Esse meu trabalho na verdade é um resultado de uma pesquisa. Na região de Aquidauana nós temos uma rocha sedimentar que é o arenito, arenito da formação Aquidauana, que tem diversas tonalidades, nessa mostra eu procuro reunir isso. Têm vermelho, ocre, alguns alaranjados e dentro dessa possibilidade de matéria regional, nosso, eu trabalho com pintura natural, fazendo essas tintas a partir do arenito que nada mais é do que uma raspagem da rocha e utilizar o pigmento nas tintas. Também tinha um trabalho na área de escultura com a mesma rocha, então faço esse aproveitamento entre a pintura e a escultura utilizando a mesma matéria, dando umas leituras diferentes dentro de uma proposta regional que eu trabalho. Nessa mostra eu reuni um pouco desses trabalhos tanto bidimensionais quanto tridimensionais, algumas assemblagens que são esses bidimensionais com algum volume.
Nesses trabalhos de assemblagens, eu junto os fragmentos que sobram das esculturas. Eu fiz alguns artesanatos, algumas experiências, e nasceram esses trabalhos. Esculpo um pequeno fragmento, depois eu trabalho várias tonalidades e mostro essas várias possibilidades. Eu já tinha um trabalho anterior com assemblagem e faço parte de uma geração pós divisão do Estado então pertenço a uma geração de mais de trinta anos. Trabalho no interior e sou uma referencia dentro de Aquidauana, minha cidade natal.
Anelise Godoy
AS MOSTRAS VÃO DO DIA 20 DE MARÇO À 27 DE MAIO! O MARCO ESTÁ NA RUA ANTONIO MARIA COELHO, 6000 NO PARQUE DAS NAÇÕES ÍNDIGENAS. ABERTO AO PÚBLICO DE TERÇA A SEXTA DAS 12H AS 18H E DOMINGOS, SÁBADOS E FERIADOS DAS 14H AS 18H. ENTRADA FRANCA
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