terça-feira, 21 de agosto de 2012

7 Tons de Vermelho e Pedalando na Lagoa

Aberto no dia 09 de agosto a exposição "7 tons de Vermelho" de Zilá Soares e "Pedalando na Lagoa" de Ton Barbosa, a mostra apresenta alguns quadros entre pesquisas e experiências dos artistas.

Zilá Soares

Como chegou a essa exposição?

Esta exposição é minha e do Ton. Ele está com as bicicletas e eu com o tema de taças, garrafas e bares, um tema que eu já trabalhei em 2002. Em 2010 fiz uma exposição de desenhos que chamei de “Vinho Veritas”, já com essa coisa dos vermelhos, então aqui é uma sequência desse trabalho. Mas esse é um dos meus trabalhos, sou uma artista que gosto de trabalhar com variados suportes: pintura e desenho são apenas alguns! E não necessariamente precisa ser o mesmo tema.

De onde vem a influência da moda?

Minha mãe sempre teve loja, cresci envolvida com esse universo da moda. Quando me formei dei aula em curso de moda, trabalhei 14 anos com minha mãe e quando falamos sobre moda, falamos de algo contemporâneo. Se observar minhas figuras femininas, elas tem essa particularidade das mulheres de hoje: estar bem vestida, ser magras e esguias.

E esse lado boêmio?

Meu pai diz que desde pequena eu adorava ir à restaurantes, e ficava bem fascinada com aquele visual das garrafas arrumadas em prateleiras, as taças e várias coisas que me chamam atenção. Sou apaixonada por vinho, e são essas coisas que dão prazer: partindo das formas de garrafas e taças para criar uma estética interessante.






Ton Barbosa

Por que essa temática?

Moro perto da lagoa Itatiaia. Adoro morar ali porque é um pedaço do pantanal dentro do perímetro urbano. Sempre retrato o movimento dos biguás, e ali sempre há pessoas pedalando então resolvi juntar as duas coisas que eu gosto de pintar.

Alguns quadros são bem realistas outros quebram essa estética. Por quê?

Eu tenho muito forte no meu trabalho, o desenho, e ao mesmo tempo tenho uma briga para quebrar o desenho. Você ve que, os trabalhos da lagoa, trabalhei com espátula e perdi um pouco o controle do desenho, com essa intenção. De perto você bem as tintas espalhadas, mas mais longe você ve a lagoa. Já nas bicicletas, tem desenho preciso! Eu pesquiso os modelos de bicicleta, e como sou muito fã, sou muito fiel aos desenhos delas.

Tem uma pintura em parceria com outro artista...

O Guido é meu filho, ele tem 11 anos e desde dos 8 trabalhamos juntos. E gosto muito do desenho dele, só que ele não entende muito de cores e acaba borrando todo o desenho. Então a gente fez um acordo: ele faz o desenho e eu pinto!






As mostras “7 tons de Vermelho” e “Pedalando na Lagoa” está no Memorial da Cultura e Cidadania, que fica na avenida Fernando Correa da Costa, 559, no Centro de Campo Grande. A exposição permanece aberta ao público até 31 de agosto, das 7h30 às 17h30. A entrada é franca.

NAJON
Thiago Moraes


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

IV PANTALHAÇOS

Em julho Campo Grande recebeu a IV Pantalhaços, foram 9 dias de muita alegria, risos e palhaçadas. Passaram por Campo Grande companhias de todo o país. Abaixo você confere um video-registro do que aconteceu:





Se quiser saber mais acesse: pantalhacos.blogspot.com.br!

NAJON
Thiago Moraes



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Festival de Inverno de Bonito



Festival de Inverno de Bonito. Visão de espectador

Na última semana, do dia 25 a 29 de julho, o estado prestigiou o Festival de Inverno de Bonito. Um evento rico em cultura e arte, onde música, dança, teatro e artes plásticas se encontram dentro de uma celebração que atrai gente do mundo inteiro, com programação diversificada, em que público e artistas podem usufruir de muita informação.

O homenageado desta edição foi o poeta Manoel de Barros, que tinha uma avenida inteira dedicada à sua obra, com biografia, trechos de poemas e trajetória de produção. O festival se apresentou bem organizado, os eventos bem-localizados e de fácil acesso, contando ainda com boa estrutura de transporte para os que aconteciam em lugares menos acessíveis.

Havia dois espaços para a produção de artesões de todo o Brasil e do mundo se tratando de nossa espanholinha querida. Um era o Mercado Mundo Mix, onde a Najon esteve presente todo o tempo, no estande da Mar-elia, e o outro, o pavilhão das artes, em que vários artistas puderam expor seus trabalhos.

As atrações musicais, sempre muito ecléticas, contemplaram vários estilos, do sertanejo ao rock; artistas nacionais e regionais alegraram o público e deram o ritmo do festival.

Com artistas profissionais, amadores, famosos e anônimos o festival se fez bonito na cidade de Bonito.


Além do Festival.


Andando pelas ruas de Bonito, pude observar algumas crianças que caminhavam vestidas de palhacinhos e chamaram minha atenção pela quantidade. Por meio delas, conheci o INSTITUTO INTERNACIONAL VISÃO DE VIDA, um projeto que tem como objetivo aproximar as crianças das atividades culturais, circenses, musicais. A entidade tem uma estrutura que atende em dois turnos, sempre alternando com os horários escolares, e o projeto exige que todos estejam com boas notas para participar de apresentações. Ótima iniciativa para estimular a cultura e a arte entre a infância e a juventude, o que proporcionou  a participação da galerinha na abertura do festival.


  

Mercado Mundo Mix. Estande da Mar-Elia


Mercado Mundo Mix. Gente importante.
Exposição de Claudio Tozzi. Serigrafia




Pavilhão das artes. Artesanato sul-mato-grossense









Galeria de Bonito. Exposição de artistas locais







Teatro de Rua: Tekoha – Grupo Teatro Imaginário Maracangalha








Show da Marrom


Sede Instituto

Interação no Instituto



quinta-feira, 26 de julho de 2012

Mostra "Brincando de Verdade"


Em 2009 o artista plástico Paulo Mendes Farias esteve aqui no Estado como participante do Salão de Artes e este ano ele passou por aqui novamente, desta vez como curador do Salão 2012. Apresentando uma pequena mostra de seus trabalhos, alguns feitos especialmente para Campo Grande, além dos resultados da oficina "Organizando O Caos" que aconteceu no Centro Cultural Octávio Guizzo.
Com uma carreira de 40 anos, trabalha com um universo onde utiliza a apropriação de objetos para o desenvolvimento de sua própria linguagem. "...trabalhei com jornal velho em 83. Fazia esculturas de jornais, enormes, mas tudo assim: eu empilhava jornal. Tudo dentro da minha caligrafia, do meu universo."
O artista plástico está com uma nova experiência, e por onde passa está colecionando brinquedos usados para a confecção de uma grande espiral inspirada no poema de Mario Quintana "As crianças não brincam de brincar, brincam de verdade!".












A mostra "Brincando de Verdade" fica no Memorial da Cultura e Cidadania até o dia 03 de Agosto, e pode ser visitado de segunda a sexta das 7:30 às 17:00 com entrada franca. O Memorial fica na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559.

NAJON
Thiago Moraes
Fotos por Thiago Moraes

terça-feira, 10 de julho de 2012

19° Festival MIX BRASIL

Final de semana Campo Grande recebeu o 19° Festival Mix Brasil!
Durante quatro dias no Museu da Imagem e do Som foram exibidos curtas e longas, além de workshops com diretores, jornalistas e produtores! Estivemos lá e entrevistamos os produtores Leandro Marques e João Federici. Também pegamos um pouquinho do workshop de Edson Bastos diretor do curta-metragem "Joelma".
Você confere as entrevistas no video abaixo!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Exposição Cultura & Criações

A exposição Culturas e Criações, dos formandos e formados no curso do Senac, que abriu dia 21 de junho e vai até o dia 06 de julho no terreo da Fundação de Cultura de MS apresentou obras de bom gosto, confirmando a proposta da exposição. Obras dos mais variados tipo e formas e em diferentes contextos, são: telas, corseletes, vestidos, uma video instalação e gravuras mostrando a pesquisa e o material produzido pelos artistas.
Mariana Sena
Mariana Sena sugou referências do "Cão Andaluz" de Dali e Buñuel para criar seu primeiro vídeo, conclusão de sua graduação, exibido na mostra.

"Eu fiz a pós e eles me convidaram para expor novamente aqui. Fiquei bem feliz, aqui pude sair do armario! E eu sou sempre video, não consigo sair disso, mas aqui também apresento a primeira video-instalação. Meu primeiro video foi o Sub-solo da mente onde, inspirado no surrealismo de Dali e Buñuel, suguei do "Um Cão Andaluz". Já meu video-arte Repetições é inspirado na artecinética  do filme O Inferno de Clouzot."


As fotos montagem de Mariana Gomes aborda o universo das pin-ups, através de fotografia e o uso de programas para edição.
Mariana Souza
" Por ser uma coisa do passado e as mulheres ainda serem vistas como objetos pelos homens, faço essa referência as pin-ups. Eu manipulo a imagem, confecciono a foto pensando nessa luz e depois monto adequando a alguns cenários com referencias da Pop Art"

Utilizando, também, pin-ups como referência, Thyanne Oliveira apresenta vários corsetes cheios de brilhos e formas sinuosas.
"Eu queria que fosse uma coisa sobre sedução e erotismo e pensando nessa sensualidade, surgiu o corset que modela o corpo e tem essa relação de fetiche. Para basear meu trabalho eu lembrei das pin-ups e da Art Nouveau. Tentei focar na forma e nos elementos figurativos também, como as flores, os pavões e esse lado do sinuoso, do burlesco. Também queria que elas fossem divertidas e que a pessoa pudesse tirar sozinha, além dos conceitos de sinuosiade, profusão e geometria que encontrei nas pedras, me inspirei no conto da Branca de Neve mas aquele dos irmãos Grimm original onde não é uma historia infantil da Disney."

Usando a roupa como suporte e o corpo como vitrine Elaine Valdez apresenta sua pesquisa em vestidos utilizando a referência de Conceição dos Bugres e dos discos de vinil.

"Eu tive a oportunidade de conhecer vários campos da arte e isso me abriu muitos caminhos. Nunca pensei em exposição mas aqui eu tô com colegas da minha turma e de outras turmas. Apresentei um vestido feito com discos de vinil, detalhe que muita gente brigou por causa dos discos. O processo de pesquisa durou 4 meses até conseguir o que eu precisava para montar o vestido. E o outro vestido é um homenagem à Conceição dos Bugres, uma referencia de MS mas sinto falta dela na moda. Peguei um vestido que já existia e com a pintura eu transformei ele na Conceição. É interessante que eu já sai com ele e nas ruas as pessoas gostam muito, deperta o interesse mas muitas vezes não conhecem a Conceição. E agora eu to numa pesquisa me baseando nos irmãos Campanas para outros vestidos."

Além das artistas entrevistadas ainda há obras dos artistas: Cid Nogueira Fidelis, Magno Missirian, Paola Roma e Vívian Calazans Ribas.

A mostra fica exposta de 21 de junho a 6 de julho, aberta a visitas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17 horas. A entrada é gratuita. A galeria do Memorial da Cultura fica na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559, na Capital. A entrada é franca e vale a pena uma parada lá!


Thiago Moraes
NAJON


domingo, 24 de junho de 2012

Outside a Dream - vídeo dança 2011

"Outside a Dream" é uma vídeo dança que foi produzida na oficina Entre Corpos, oferecida pela Fundação de Culura do Mato Grosso do Sul no ano de 2011 do Projeto Dança em Foco, ministrada por: Lara Seidler e Leonel Brum. Além da produção, a oficina possibilitava o contato com conceitos básicos e discussões sobre vídeo dança, como também referências em vídeo dança.
A linguagem da vídeo dança é recente e, não tem como intuito ser um registro da dança. Nesse caso, a dança passou por um processo de hibridação de linguagens com o audiovisual ampliando suas possibilidades.
Esta vídeo dança foi produzida por: Breno Benetti, José Henrique Yura, Manolo Schittcowisck e Pedro Yule; seu nome "Outside a Dream" significa "fora de um sonho" e sua narrativa é construída pelos movimentos das roupas, dos performers, junto as cores e as luzes. A trilha sonora foi montada com músicas da banda CocoRosie, colaborando na sua dramaticidade.
O universo onírico desta vídeo dança é referente a criação da roupa e toda sua expressividade enquanto coisa existente. O corpo dá lugar a visibilidade de seus adornos, mostrando sua necessidade de adornamento (ele tira a roupa e depois se pinta). A fantasia acaba ao ligar a luz branca novamente, deixando as roupas sem vida, tornando-as comuns e banais.

José Henrique Yura
NAJON